Volume de biodiesel movimentado pela cadeia foi o maior já registrado em toda a história
As usinas nunca entregaram tanto biodiesel num único mês quanto em julho de 2023. Ao menos até agora. Segundo os dados mais recentes sobre o mercado divulgados pela ANP, os fabricantes reportaram terem entregado um pouco mais de 683,1 mil m³ de biodiesel ao longo de julho. O volume está 5,8% acima do visto no mês anterior e é quase 33% maior do que um ano atrás quando o mercado ainda amargava os efeitos do retorno ao B10.
Desde que o governo fechou questão pela retomada da mistura obrigatória em março, as entregas do produto vêm subindo gradualmente. Já são cinco meses consecutivos de altas nos números.
Do começo do ano até agora, o mercado já movimentou 3,98 milhões de m³ de biodiesel. Com isso, a parcial deste ano já supera a do mesmo período de 2021. Depois da queda de 10,3% nas vendas no ano passado, os números atuais parecem indicar que o setor está retomando a trajetória de crescimento.
As usinas nunca entregaram tanto biodiesel num único mês quanto em julho de 2023. Ao menos até agora. Segundo os dados mais recentes sobre o mercado divulgados pela ANP, os fabricantes reportaram terem entregado um pouco mais de 683,1 mil m³ de biodiesel ao longo de julho. O volume está 5,8% acima do visto no mês anterior e é quase 33% maior do que um ano atrás quando o mercado ainda amargava os efeitos do retorno ao B10.
A última vez que o mercado havia movimentado tanto produto num único mês havia sido em março de 2021. A chegada do B13 naquele mês fez com que as entregas de biodiesel por parte das usinas passassem de 666,4 mil m³. A bonança para o setor, no entanto, teve vida curta. Em maio daquele ano, o governo federal iniciou uma política de reduções no mandato de biodiesel que se prolongaria até o último mês de abril.
Desde que o governo fechou questão pela retomada da mistura obrigatória em março, as entregas do produto vêm subindo gradualmente. Já são cinco meses consecutivos de altas nos números.
Do começo do ano até agora, o mercado já movimentou 3,98 milhões de m³ de biodiesel. Com isso, a parcial deste ano já supera a do mesmo período de 2021. Depois da queda de 10,3% nas vendas no ano passado, os números atuais parecem indicar que o setor está retomando a trajetória de crescimento.
Mais da metade
Neste momento, a quantidade de biodiesel entregue responde por 50,2% do volume esperado para o 4º bimestre do ano.
Após inúmeras revisões dos números que a ANP havia anunciado no começo de julho, os contratos fechados entre fabricantes e distribuidoras beira a marca de 1,36 milhão de m³. São quase 16 mil m³ acima do valor original.
O montante que foi entregue pelas usinas está ligeiramente acima da demanda do mercado. As distribuidoras reportaram à ANP vendas de 5,72 milhões de m³ de diesel, o que – descontado o diesel marítimo isento de mistura – gerou a demanda de 671,6 mil m³ de biodiesel puro. Foram entregues, portanto, 11,5 mil m³ de B100 além do que seria necessário para garantir o abastecimento do mercado.
As usinas também fabricaram bem mais biodiesel do que seria necessário. A produção de julho atingiu a marca de 720,5 mil m³.
Faturamento maior
O faturamento do setor também apresentou alta em julho. Com base no volume entregue e nos preços médios semanais reportados pelas ANP para o período, é possível calcular que as usinas faturaram algo em torno de R$ 2,83 bilhões acelerando a tendência de alta iniciada um mês antes.
Apesar da alta, os resultados financeiros ainda estão bem abaixo do que estavam em julho do ano passado quando as usinas receberam cerca de R$ 3,23 bilhões pelo produto entregue.
Além da melhoria nos volumes de biodiesel movimentado, no mês de julho os preços praticados pelo biodiesel já haviam iniciado o atual movimento da alta que vem se sustentando até este momento.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com