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Distribuidoras terão que contratar 3,51 mi de m³ de biodiesel na 1ª metade de 2023

Documentos publicados pela ANP levam em conta a volta do B14 no 1º bimestre e B15 a partir do 2º bimestre

BiodieselBR.com 4 min de leitura

O martelo ainda não foi batido. A decisão a respeito de uma eventual normalização da mistura de biodiesel no próximo ano ainda tem que passar pela equipe do governo de transição, mas já é possível saber qual seria o tamanho impacto sobre o mercado de biodiesel se – de fato – o B14 for implantado no 1° bimestre e o B15 chegue a partir do 2° bimestre.

Pelas contas da ANP, as distribuidoras de combustíveis teriam que comprar um pouco menos que 3,51 milhões de m³ de biodiesel ao longo da primeira metade do próximo ano. Esse é o somatório das metas de contratação destes agentes nos primeiros três bimestres ao próximo ano.

Para as usinas, as metas são um pouco menores. No total, os fabricantes têm que garantir 3,43 milhões de m³ de biodiesel ao longo do próximo semestre.

O martelo ainda não foi batido. A decisão a respeito de uma eventual normalização da mistura de biodiesel no próximo ano ainda tem que passar pela equipe do governo de transição, mas já é possível saber qual seria o tamanho impacto sobre o mercado de biodiesel se – de fato – o B14 for implantado no 1° bimestre e o B15 chegue a partir do 2° bimestre.

Pelas contas da ANP, as distribuidoras de combustíveis teriam que comprar um pouco menos que 3,51 milhões de m³ de biodiesel ao longo da primeira metade do próximo ano. Esse é o somatório das metas de contratação destes agentes nos primeiros três bimestres ao próximo ano.

Para as usinas, as metas são um pouco menores. No total, os fabricantes têm que garantir 3,43 milhões de m³ de biodiesel ao longo do próximo semestre.

As planilhas que discriminam as metas individuais para cada distribuidora e fabricante ao longo de toda a primeira metade do próximo ano haviam sido publicadas pela ANP antes do feriado de Finados. Os documentos com as metas para o 2º bimestre e 3º bimestre, contudo, foram tirados do ar no começo da noite de ontem (03).

Os números referentes ao 1º bimestre, no entanto, permanecem no ar. E são iguais aos anteriores à mudança no site da agência. BiodieselBR.com questionou a agência sobre os motivos da remoção dos arquivos, mas, até o momento da publicação deste texto, não obteve retorno.

Salto quântico

Os números publicados pela ANP mostram um verdadeiro salto quântico no mercado de biodiesel. Sob o B10, os distribuidores tiveram que contratar uma média de 812,7 mil m³ de biodiesel a cada bimestre ao longo de 2022.

No próximo ano, o volume médio bimestral terá que se manter acima da marca de 1 milhão de m³.

Antes da publicação desse novo conjunto de metas que preveem a normalização da mistura obrigatória a partir de janeiro, a ANP chegou a divulgar metas para os três primeiros bimestres de 2023, nas quais o B10 seria mantido. Nelas, os contratos movimentariam 2,38 milhões de m³ de biodiesel.

Os novos números são 47% maiores que os anteriores.

Estreitamento

Há um ligeiro estreitamento na diferença entre as metas das distribuidoras e as dos fabricantes.

No 2º bimestre de 2022, as distribuidoras tiveram que comprar até 8,7% mais biodiesel do que as usinas teriam que vender. No próximo ano – até onde se sabe –, a maior diferença será de 4,7%.

O ano também deve começar favorecendo as usinas. Nos dois primeiros bimestres, as distribuidoras terão que comprar mais biodiesel do que as usinas terão que vender. Já no 3B, a situação se inverte e as usinas terão que colocar um volume de biodiesel 2,5% acima das obrigações dos compradores.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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