Brasil já importou 12,3 milhões de m³ de óleo diesel ao longo de 2024, crescimento de quase 8% sobre o último ano
A janela ficou mais estreita para as importações de diesel em outubro. Depois de um período de preços bastante favoráveis durante quase todo o mês de setembro, os importadores precisaram remar contra a corrente durante a primeira metade do mês passado.
Segundo as contas da Abicom, durante a primeira quinzena de outubro, o valor praticado pela Petrobras no óleo diesel ficou cerca de 3,3% abaixo da paridade de importação (PPI). Já na segunda metade do mês, a janela se alargou, e a diferença entre o produto nacional e importado caiu para apenas 1,1%, com o mercado operando sem uma direção definida.
Com o vento menos favorável, as importações perderam força e recuaram 6,7% em termos de volume de um mês para o outro. Ainda assim, o mercado brasileiro continua bastante dependente de importações, com mais de 1,46 milhão de m³ de óleo diesel entrando no país – um volume 22,4% maior do que no mesmo período do ano passado e quase 20% superior à média deste ano.
A janela ficou mais estreita para as importações de diesel em outubro. Depois de um período de preços bastante favoráveis durante quase todo o mês de setembro, os importadores precisaram remar contra a corrente durante a primeira metade do mês passado.
Segundo as contas da Abicom, durante a primeira quinzena de outubro, o valor praticado pela Petrobras no óleo diesel ficou cerca de 3,3% abaixo da paridade de importação (PPI). Já na segunda metade do mês, a janela se alargou, e a diferença entre o produto nacional e importado caiu para apenas 1,1%, com o mercado operando sem uma direção definida.
Com o vento menos favorável, as importações perderam força e recuaram 6,7% em termos de volume de um mês para o outro. Ainda assim, o mercado brasileiro continua bastante dependente de importações, com mais de 1,46 milhão de m³ de óleo diesel entrando no país – um volume 22,4% maior do que no mesmo período do ano passado e quase 20% superior à média deste ano.
Somados os volumes importados de janeiro a outubro, o total chega a mais de 12,3 milhões de m³ nos portos brasileiros. Embora seja improvável que o mercado alcance os 15,7 milhões de m³ de diesel importados em 2022, o acumulado aponta um crescimento de quase 8% em relação ao ano passado.
Gastos
As importações de outubro custaram ao Brasil aproximadamente US$ 832 milhões, cerca de R$ 4,68 bilhões pela cotação média do dólar no período.
Em dólares, cada m³ de diesel importado saiu por US$ 567,19, uma valorização de 3,2% sobre o preço médio de setembro. Isso recupera parte das perdas de 9,6% acumuladas entre julho e setembro.
Apesar da alta mais recente e dos diversos solavancos ao longo do ano, o diesel importado vem operando em baixa. Ao longo dos últimos 12 meses, o produto perdeu quase 28,3% de seu valor.
Liderança menos folgada
Embora a Rússia continue como líder isolada entre os fornecedores de diesel para o mercado brasileiro, o país perdeu parte da vantagem frente a outros exportadores. Em outubro, os russos foram responsáveis por 52,3% do óleo diesel importado pelo Brasil, um percentual bem inferior aos 67,3% registrados no acumulado do ano.
Nos últimos dois meses, houve uma recuperação nas importações a partir dos Estados Unidos, que em outubro representaram praticamente 30% do derivado que veio de fora do país.
Essa redução na liderança russa parece refletir uma diminuição nos descontos que as petroleiras do país estão dispostas a oferecer em relação a seus concorrentes. Em outubro, o percentual foi menor que 2%, menos da metade dos 4,3% praticados desde o início do ano.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com