Empresa obteve certificação da ISCC que atesta que seu biobunker atende às regras de sustentabilidade exigidas por clientes internacionais
Muito em breve, um novo mercado poderá se abrir para o biodiesel fabricado no Brasil: a indústria de navegação. A ambição é da Bunker One – subsidiária da dinamarquesa Bunker Holding, empresa que controla 15% da demanda global de combustíveis para o setor naval – que tem planos para começar a ofertar o biocombustível brasileiro ainda este ano para clientes internacionais.
A empresa anunciou esta semana ter dado um passo importante nesse sentido ao conquistar as certificações da International Sustainability & Carbon Certification (ISCC) que comprovam que seus biocombustíveis cumprem as regras de sustentabilidade de diversos mercados-chave – como a União Europeia, por exemplo.
Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), o mercado internacional de bunker marítimo demandou 272,3 milhões de m³ apenas no ano passado sendo responsável por cerca de 3% das emissões globais de gases do efeito estufa (GEEs). Em meados do ano passado os estados-membros da Organização Marítima Internacional (IMO) chegaram a um acordo para zerar as emissões líquidas do setor até 2050 com metas intermediárias de pelo menos 20% de redução até 2030 e 70% até 2040.
Muito em breve, um novo mercado poderá se abrir para o biodiesel fabricado no Brasil: a indústria de navegação. A ambição é da Bunker One – subsidiária da dinamarquesa Bunker Holding, empresa que controla 15% da demanda global de combustíveis para o setor naval – que tem planos para começar a ofertar o biocombustível brasileiro ainda este ano para clientes internacionais.
A empresa anunciou esta semana ter dado um passo importante nesse sentido ao conquistar as certificações da International Sustainability & Carbon Certification (ISCC) que comprovam que seus biocombustíveis cumprem as regras de sustentabilidade de diversos mercados-chave – como a União Europeia, por exemplo.
Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), o mercado internacional de bunker marítimo demandou 272,3 milhões de m³ apenas no ano passado sendo responsável por cerca de 3% das emissões globais de gases do efeito estufa (GEEs). Em meados do ano passado os estados-membros da Organização Marítima Internacional (IMO) chegaram a um acordo para zerar as emissões líquidas do setor até 2050 com metas intermediárias de pelo menos 20% de redução até 2030 e 70% até 2040.
A Bunker One acredita que o biodiesel possa ser uma das ferramentas para que essas metas sejam atingidas a tempo. Nos últimos dos anos a empresa vem testando o uso de misturas de 7% de biocombustível no bunker naval em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Os resultados mostraram que a mistura pode ser usada sem gerar perdas de eficiência nos motores das embarcações.
“A Bunker One Brazil reconhece os biocombustíveis como a alternativa mais indicada para a descarbonização da indústria no curto prazo. (...) A certificação ISCC é uma demonstração de que toda a nossa cadeia está de acordo com os parâmetros internacionais, trazendo segurança para o mercado”, comemorou diretor comercial da Bunker One Brasil, Filippe Fernandez, em nota divulgada à imprensa.
Segundo o executivo, a Bunker One vem buscando estabelecer parcerias com os fabricantes. “Pretendemos ter uma operação permanente de comercialização de biocombustíveis ainda este ano”, conclui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com