Volume fabricado ficou quase 48 mil m³ aquém da demanda estimada para o mercado interno em mês afetado pela crise climática no RS. ANP revisa dados de abril.
A produção brasileira de biodiesel no mês de maio foi de 726,7 mil m³. Os números foram divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na tarde deste sexta-feira (21) e confirmam que o setor tem tido dificuldades para atingir o nível de atividade que seria necessário para cobrir toda a demanda do B14. Nos três meses que se passaram desde a introdução da nova mistura, a cadeia tem apresentado balanço negativo entre oferta e demanda.
Embora a ANP ainda não tenha divulgados os dados finais a respeito da demanda de óleo diesel, nessa segunda-feira o painel dinâmico da agência indica que as vendas do derivado haviam fechado o último mês por volta dos 5,64 milhões de m³ – estável em relação ao volume comercializado no mesmo período do ano passado. Descontadas as vendas de diesel marítimo (estimadas em 112,8 mil m³), a demanda por biodiesel se aproximaria dos 775 mil m³
Até abril, o somatório da produção ainda tinha saldo positivo de 15,3 mil m³ sobre a demanda interna e as exportações do período. Agora, ficam faltando 32,6 mil m³.
A produção brasileira de biodiesel no mês de maio foi de 726,7 mil m³. Os números foram divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na tarde deste sexta-feira (21) e confirmam que o setor tem tido dificuldades para atingir o nível de atividade que seria necessário para cobrir toda a demanda do B14. Nos três meses que se passaram desde a introdução da nova mistura, a cadeia tem apresentado balanço negativo entre oferta e demanda.
Embora a ANP ainda não tenha divulgados os dados finais a respeito da demanda de óleo diesel, nessa segunda-feira o painel dinâmico da agência indica que as vendas do derivado haviam fechado o último mês por volta dos 5,64 milhões de m³ – estável em relação ao volume comercializado no mesmo período do ano passado. Descontadas as vendas de diesel marítimo (estimadas em 112,8 mil m³), a demanda por biodiesel se aproximaria dos 775 mil m³
Para fechar as contas, as usinas teriam que ter fabricado quase 48 mil m³ a mais de biodiesel. A distância entre o volume de biodiesel fabricado e o demandado tem se alargado de março para cá e, com esse último resultado, o balanço entre a oferta e a demanda para este ano virou do azul para o vermelho.
Até abril, o somatório da produção ainda tinha saldo positivo de 15,3 mil m³ sobre a demanda interna e as exportações do período. Agora, ficam faltando 32,6 mil m³.
Crescimento mais tímido
No comparativo anual, a produção em maio avançou 12% – abaixo dos 16,6% que seriam necessários para dar conta de acompanhar o aumento da mistura obrigatória.
Esse foi o menor nível de crescimento anualizado para a produção do setor desde o último mês de vigência do B10 – em março de 2023. Nos últimos 13 meses, as usinas têm fabricado, em média, 9% mais biodiesel num mês do que no mesmo mês do ano anterior. Um movimento de expansão que tem sido alavancado não só pela retomada da mistura obrigatória, mas também por uma sequência de altas na demanda por óleo diesel no mercado brasileiro.
Mesmo que tenha vindo um menos vigoroso do que o esperado, todas as regiões brasileiras continuam se beneficiando.
O aumento na produção foi alimentado especialmente pelas usinas da Região Centro-Oeste que fabricaram 22,5 mil m³ – 8,6% – de biodiesel além do que em maio de 2023 e beiraram 295 mil m³ fabricados. Vale também ressaltar que as usinas do Sudeste tiveram um resultado particularmente vistos em maio com um aumento de 46,1% nos seus números.
Enchentes no Rio Grande do Sul
O motivo mais provável para esse resultado morno foi o impacto da crise climática registrada no Rio Grande do Sul no começo do mês passado. Tradicionalmente, as usinas gaúchas lideram – com folga – a produção de biodiesel no Brasil.
Em maio, no entanto, a produção das usinas gaúchas foi de 144,7 mil m³ – queda de 11% em relação a maio de 2023. Um levantamento feito por BiodieselBR.com indicava que, embora a maioria das usinas do RS tenham escapado relativamente ilesas das enchentes que assolaram o estado, boa parte enfrentou ao menos alguma dificuldade para conseguir escoar sua produção ou se abastecer com insumos.
De todas as usinas gaúchas, a que relatou maior impacto foi a Bianchini cuja usina em Canoas foi diretamente atingida pelas águas o que gerou prejuízos significativos para a fabricantes.
Mesmo assim, o RS ficou em segundo lugar em volume produzido no mês de maio atrás apenas do Mato Grosso cuja produção cresceu quase 19,4% chegando a 164,8 mil m³.
Recorde atrasado
Apesar do número não muito positivo em abril. O setor pode comemorar – com atraso é bem verdade – um novo recorde de produção. A ANP acrescentou mais de 27,3 mil m³ à conta de abril elevando o total de biodiesel fabricado no mês para 754,3 mil m³ e superasse os 744,6 mil m³ de março.
Há cerca de um mês a ANP havia informado uma produção menor 727 mil m³.
Praticamente toda essa discrepância é do Rio Grande do Sul cuja produção foi aumentada de 153 para mais de 180,4 mil m³.
Apesar dessa melhora nos números, em abril balanço entre oferta e demanda mercado ainda ficou no vermelho em cerca de 25 mil m³.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com