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Brasil bateu recorde de importação mensal de diesel em setembro

Apesar do estreitamento nas margens, o volume de diesel importado pelo Brasil se aproximou da marca inédita de 2 milhões de m³

BiodieselBR.com 5 min de leitura

Apesar do custo elevado e da margem mais estreitas nas operações, o Brasil nunca importou tanto diesel num só mês. Segundo os números mais recentes do Ministério da Economia, quase 1,97 milhão de metros cúbicos do derivado entraram no país só no mês de setembro. O volume é recorde. A única outra vez que os importadores se aproximaram da marca atual foi em novembro de 2019 quando quase 1,91 milhão de m³ do produto entraram no país.

Esse foi o terceiro mês seguido com importações em elevação depois do escorregão acontecido em junho quando menos de 945,2 mil m³ entraram no país.

Desde então, mais de 5,1 milhões de m³ de diesel já chegaram aos portos brasileiros. Esse volume praticamente um terço acima dos 3,82 milhões de m³ no somatório das importações registradas de julho a setembro do ano passado. Os números contribuem para dar mais tranquilidade para o mercado brasileiro ao longo do segundo semestre.

Apesar do custo elevado e da margem mais estreitas nas operações, o Brasil nunca importou tanto diesel num só mês. Segundo os números mais recentes do Ministério da Economia, quase 1,97 milhão de metros cúbicos do derivado entraram no país só no mês de setembro. O volume é recorde. A única outra vez que os importadores se aproximaram da marca atual foi em novembro de 2019 quando quase 1,91 milhão de m³ do produto entraram no país.

Esse foi o terceiro mês seguido com importações em elevação depois do escorregão acontecido em junho quando menos de 945,2 mil m³ entraram no país.

Desde então, mais de 5,1 milhões de m³ de diesel já chegaram aos portos brasileiros. Esse volume praticamente um terço acima dos 3,82 milhões de m³ no somatório das importações registradas de julho a setembro do ano passado. Os números contribuem para dar mais tranquilidade para o mercado brasileiro ao longo do segundo semestre.

No ano como um todo, as importações brasileiras já chegaram a 12,1 milhões de m³. Esse volume é recorde para o período. De janeiro a setembro de 2021, as importações ficaram em 10,1 milhões de m³. Faltando três meses para o final do ano, o recorde estão a menos de 2,11 milhões de m³.

Desabastecimento

Em maio, a Petrobras chegou a emitir alertas de que o Brasil poderia sofrer uma crise de desabastecimento no segundo semestre caso a Europa fosse obrigada a compensar a redução na oferta de gás russo aumentando seu consumo de óleo diesel.

Ao menos por enquanto, o Brasil não vem tendo dificuldades para se abastecer no mercado internacional. Não quer dizer que a situação seja totalmente confortável. A situação pode estar para mudar. Um boletim recente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) antecipou um déficit de 115 mil m³ na oferta – somando produção nacional e importações – de diesel em outubro.

Segundo a entidade que reúne várias das maiores empresas do ramo de distribuição do país, houve uma piora no quadro da oferta internacional de derivados em função de paradas inesperadas de algumas refinarias. A situação deve ficar ainda mais volátil em consequência do corte de 2 milhões de barris na produção de petróleo anunciado esta semana pela Opep+.

Rússia

O governo Bolsonaro chegou a sinalizar com a possibilidade a importarmos diesel da Rússia para compensar um eventual aperto na oferta global.

Até agora, contudo, o plano não se concretizou. Até setembro, o Brasil havia importado apenas 20 mil m³ de diesel russo. Outros 35 mil m³ teriam chegado no Brasil no final do mês passado e a ANP deu autorização para a importação de mais 20 mil toneladas. Tudo isso somado faria com que as importações de diesel russo se aproximariam de 80 mil m³ – menos de 0,7% do total que o país importou até agora.

Já os Estados Unidos foram responsáveis por 6,88 milhões de m³ – 56,9% – do total importado pelo Brasil de janeiro a setembro.

Margens menores

A despeito da quantidade recorde de diesel importado, as margens da operação foram bem manes favoráveis em setembro do que nos meses anteriores

Mesmo que a diferença entre os valores cobrados pela Petrobras e os preços de paridade de importação (PPI) tenham viabilizado as importações durante quase todo o mês de setembro, houve um estreitamento. Especialmente depois do último reajuste aplicado pela Petrobras no último dia 20.

Tanto que, no final do mês, PPI voltou a ficar acima do valor médio pago pelo diesel nas refinarias. Enquanto a Petrobras está cobrando R$ 4.896,53 por cada m³ de diesel A, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) estimou no dia 30 de setembro que o produto importado estava custando uma média de R$ 4.987,36.

O valor em dólares do diesel importado vem caindo. No mês passado, o produto chegou aos portos brasileiros por US$ 921,07.

Essa foi a terceira queda seguida depois do pico de US$ 1.068,85 registrado em junho pelo Ministério da Economia.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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