Distribuidoras comercializaram mais de 6 milhões de m³ do derivado pelo segundo mês seguido
Se não fosse por agosto do ano passado, o setor de distribuição estaria celebrando o resultado das vendas de diesel do oitavo mês do ano. Segundo a ANP, mais de 6,10 milhões de m³ do produto foram movimentados pelo mercado brasileiro durante o mês de agosto. Somados aos 6,07 milhões de m³ registrados em julho, tivemos um bimestre que consumiu acima de 12,1 milhões de m³ de diesel – um dos maiores volumes dos 25 anos de dados mantidos pela agência reguladora.
Acontece que, um ano atrás, a demanda brasileira havia atingido – ainda insuperada – a marca de 6,21 milhões de m³, o que empurra a variação anual para o campo negativo. No fim das contas, as vendas do combustível – por mais volumosas que tenham sido – caíram cerca de 1,9% na comparação anual. Foram 116 mil m³ a menos.
Se não fosse por agosto do ano passado, o setor de distribuição estaria celebrando o resultado das vendas de diesel do oitavo mês do ano. Segundo a ANP, mais de 6,10 milhões de m³ do produto foram movimentados pelo mercado brasileiro durante o mês de agosto. Somados aos 6,07 milhões de m³ registrados em julho, tivemos um bimestre que consumiu acima de 12,1 milhões de m³ de diesel – um dos maiores volumes dos 25 anos de dados mantidos pela agência reguladora.
Acontece que, um ano atrás, a demanda brasileira havia atingido – ainda insuperada – a marca de 6,21 milhões de m³, o que empurra a variação anual para o campo negativo. No fim das contas, as vendas do combustível – por mais volumosas que tenham sido – caíram cerca de 1,9% na comparação anual. Foram 116 mil m³ a menos.
Foi apenas nas regiões Norte e Nordeste que a demanda mais recente se mostrou párea para os números do ano passado. O Nordeste, em particular, apresentou um nível de crescimento bastante considerável, com expansão superior a 4,5% nas vendas. Os consumidores nordestinos demandaram aproximadamente 980,6 mil m³ de diesel no último registro.
Já as demais regiões pisaram no freio, com destaque para o Centro-Oeste, onde o mercado movimentou 7,2% menos combustível em agosto de 2024 do que no mesmo período do ano anterior. Isso representa quase 70 mil m³ a menos de diesel.
Somatório positivo
Apesar dessa nota negativa, o mercado de diesel segue embalado. De janeiro a agosto, as distribuidoras reportaram vendas superiores a 44,7 milhões de m³, abrindo 3,6% de vantagem em relação ao somatório dos 8 primeiros meses de 2023.
Nos últimos cinco anos, cerca de 65,8% do volume total de óleo diesel consumido no ano se concentraram nesse período – variando de 64,6% em 2020 a 66,2% em 2022. Se mantiver a média, é possível projetar que 2024 deverá se encerrar com 67,9 milhões de m³ consumidos.
Isso representa 2,42 milhões de m³ a mais do que os 65,5 milhões de m³ consumidos no ano passado. Confirmado o número, teríamos o quarto recorde consecutivo de consumo de óleo diesel no Brasil.
Produção em ajuste
A divulgação dos dados finais sobre o consumo de diesel em agosto permite fechar as contas do balanço entre oferta e demanda de biodiesel. Os 840,4 mil m³ de biodiesel puro fabricados pelas usinas foram suficientes para atender plenamente à demanda doméstica da mistura obrigatória, que foi de 838,3 mil m³ – já descontadas as vendas de 113 mil m³ de diesel marítimo.
É apenas quando as exportações entram na conta que o saldo fica negativo. Os números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que 7,73 mil m³ de biodiesel saíram do país em agosto, deixando um déficit de 5,59 mil m³ no mês.
Trata-se do melhor balanço entre oferta e demanda desde a implementação do B14 em março passado. No acumulado do ano, a produção está mais de 102 mil m³ no vermelho.
Restante do mercado
Mesmo com a variação negativa de seu principal produto, o mercado brasileiro de combustíveis avançou 1,2% na comparação anual. No total, as distribuidoras venderam mais de 13,6 milhões de m³ de combustíveis.
O crescimento foi puxado principalmente pelo etanol hidratado, cujas vendas tiveram crescimento de mais de 25% – 350 mil m³ – no período. Foi mais do que o suficiente para compensar a queda de 117,1 mil m³ na demanda de gasolina e fazer com que os produtos do Ciclo Otto avançassem 4,4%, somando 5,52 milhões de m³.
Os demais energéticos cujas vendas são acompanhadas pela ANP beiraram os 2 milhões de m³, com alta de 2,2% no ano.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com