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Mercado brasileiro de diesel bate recorde pelo terceiro ano seguido

Dados da ANP indicam que o consumo do derivado superou a marca de 65,5 milhões de m³ ao longo do ano passado

BiodieselBR 5 min de leitura

Mais um recorde. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as distribuidoras comercializaram um total de 65,5 milhões de m³ de óleo diesel ao longo de 2023. Isso representa um crescimento de 3,6% sobre o volume que havia sido movimentando no ano anterior.

Com isso, são sete anos de crescimento contínuo das vendas. Nos quatro primeiros, entretanto, as distribuidoras ficaram correndo atrás das perdas sofridas durante a crise econômica do biênio 2015-2016. Foi só nos últimos três anos que a demanda pelo derivado voltou a superar o patamar de 60 milhões de m³, vista em 2014.

No último minuto

O recorde só foi garantido, de fato, no último mês do ano. De janeiro a novembro, as vendas acumuladas estavam abaixo de 60,2 milhões de m³. A conta só foi fechar em dezembro, quando as distribuidoras reportaram uma movimentação de 5,34 milhões de m³ do derivado – a maior já contabilizada para o último mês do ano.

Mais um recorde. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as distribuidoras comercializaram um total de 65,5 milhões de m³ de óleo diesel ao longo de 2023. Isso representa um crescimento de 3,6% sobre o volume que havia sido movimentando no ano anterior.

Com isso, são sete anos de crescimento contínuo das vendas. Nos quatro primeiros, entretanto, as distribuidoras ficaram correndo atrás das perdas sofridas durante a crise econômica do biênio 2015-2016. Foi só nos últimos três anos que a demanda pelo derivado voltou a superar o patamar de 60 milhões de m³, vista em 2014.

No último minuto

O recorde só foi garantido, de fato, no último mês do ano. De janeiro a novembro, as vendas acumuladas estavam abaixo de 60,2 milhões de m³. A conta só foi fechar em dezembro, quando as distribuidoras reportaram uma movimentação de 5,34 milhões de m³ do derivado – a maior já contabilizada para o último mês do ano.

De modo geral, no entanto, 2023 foi bastante favorável para as distribuidoras com nove meses apontando crescimento em relação ao mesmo período de 2022. Os últimos oito meses do ano, inclusive, foram de resultados positivos ininterruptos.

Mais S-10

A expansão também foi bastante concentrada no S-10. A demanda pelo diesel com baixo teor de enxofre chegou a 42,6 mil m³ em 2023, alta de 3,65 milhões de m³ – ou 9,4% – em relação ao ano anterior. Isso fez com que o produto representasse 65,1% do mercado total, na maior fatia para o produto no histórico.

O aumento nas vendas do S-10 foi mais do que suficiente para compensar a queda nas vendas de diesel S-500 – o segundo produto mais importante para o segmento diesel –, que recuaram mais de 1,5 milhão de m³ de um ano para outro, fechando em 21,4 milhões de m³. Já o óleo diesel de uso marítimo cresceu 9,2%, chegando a 1,37 milhão de m³.

Considerando esse mix de produtos, a demanda de biodiesel para o cumprimento da mistura obrigatória bateu em 7,4 milhões de m³. As entregas reportadas pelas usinas, no entanto, somaram 7,34 milhões de m³; assim, faltaram 60,4 mil m³ de biodiesel puro para zerar a demanda das distribuidoras.

Esse volume de biodiesel é suficiente para permitir a mistura de 504 mil m³ de B12.

Sudeste

Os estados da região Sudeste foram o grande motor do crescimento do consumo de diesel em 2023 com um aumento de 1,12 milhão de m³, o que levou a demanda total para 25,6 milhões de m³. A região representou 39,1% do mercado brasileiro.

Todos os quatro estados da região – Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo – tiveram variação positiva no consumo de óleo diesel em relação à 2023.

Nas demais regiões brasileiras, apenas o Norte teve queda na demanda de óleo diesel – foram 195,3 mil m³ a menos, uma redução de 2,9%.

Recuperação completa

Embora o diesel esteja registrando recordes desde 2021, só agora que o mercado brasileiro de combustíveis conseguiu superar o patamar em que estava em 2014. Somadas as vendas de todos os segmentos, a demanda beirou 149,5 milhões de m³, abrindo 3,4% de vantagem sobre os 144,6 milhões de m³ do recorde anterior.

O bom desempenho dos produtos do Ciclo Otto – etanol hidratado e gasolina – foi fundamental para essa retomada. Juntos, eles ampliaram suas vendas em 6%.

O destaque é para a gasolina, com quase 3 milhões de m³ de aumento nas vendas em apenas um ano. Isso representa um salto de 7% sobre 2022, fazendo com que o consumo total passasse dos 46 milhões de m³.

Nesse mix, o diesel teve participação de 43,8% das vendas, percentual um pouco menor do que em 2021 (44,5%) e 2022 (44,2%).

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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