Chegada do B12 em abril recolocou o mercado no caminho do crescimento
Depois do baque sofrido no ano passado, o setor de biodiesel reencontrou o caminho do crescimento em 2023. É o que mostram os dados completos das entregas para o ano passado recém-divulgados pela ANP. Segundo os novos números, entre janeiro e de dezembro passado os fabricantes entregaram às distribuidoras um pouco mais de 7,34 milhões de m³.
Esse volume marca uma alta de 19,4% em relação ao volume de biodiesel que havia sido comercializado no ano passado. Mais do que isso, ele abre uma vantagem de aproximadamente 7,7% em relação ao recorde registrado em 2021, ano em que o mercado movimentou um pouco mais de 6,81 milhões de m³.
Depois do baque sofrido no ano passado, o setor de biodiesel reencontrou o caminho do crescimento em 2023. É o que mostram os dados completos das entregas para o ano passado recém-divulgados pela ANP. Segundo os novos números, entre janeiro e de dezembro passado os fabricantes entregaram às distribuidoras um pouco mais de 7,34 milhões de m³.
Esse volume marca uma alta de 19,4% em relação ao volume de biodiesel que havia sido comercializado no ano passado. Mais do que isso, ele abre uma vantagem de aproximadamente 7,7% em relação ao recorde registrado em 2021, ano em que o mercado movimentou um pouco mais de 6,81 milhões de m³.
Com certeza, esses números são um grande alento para o setor.
Contudo, o mercado poderia ter movimentado 9,73 milhões de m³ caso a progressão da mistura obrigatória tivesse seguido o cronograma que havia sido definido pelo governo federal em 2018. Pelo texto da Resolução CNPE 16/2018, o ano deveria ter começado com o B14 já em vigência e avançado para B15 em março passado.
As expectativas do setor acabaram frustradas depois que o governo passou a reduzir a mistura de forma sistemática a partir de abril de 2021. A situação só seria revertida em abril passado com o retorno do B12 que substituiu o B10.
Com o aumento da mistura, a atividade das usinas voltou a engrenar. No quarto bimestre (4B), em especial, as usinas bateram o recorde de entregas com mais de 1,4 milhão de m³.
Na comparação entre cada um dos bimestres do ano passado e o mesmo bimestre dos anos anteriores, contudo, tivemos recordes sucessivos do 3B até o 6B.
Acima do contratado
Sistematicamente, as entregas bimestrais de 2023 superaram os volumes que foram contratados pelas distribuidoras. A única exceção foi o 1B quando apenas 94,1% dos contratos haviam sido executados ao final do bimestre, nos demais tivemos uma execução de contratos que variaram entre quase perfeitamente ajustada até alguns pontos percentuais acima do esperado.
No 2B, por exemplo, as entregas superaram os contratos em cerca de 3,5% o que dá 38,1 mil m³ além do esperado. Somados os balanços de todos os bimestres, as usinas entregaram 48,8 mil m³ de biodiesel a mais. Em quatro dos seis bimestres do ano tivemos resultados positivos para as entregas.
Distribuição geográfica
Com a chegada das usinas de Lucas do Rio Verde (MT) da Amaggi, da 3tentos de Vera (MT) e da Lar Cooperativa de Caarapó (MT) tivemos 53 usinas de biodiesel ativas em 2023. É uma a mais do que no ano anterior em função da paralização das atividades da Cesbra em Volta Redonda (RJ) e da Bio Óleo em Cuiabá (MT).
A maior vendedora de biodiesel do ano foi a da Potencial de Lapa (PR) com quase 592 mil m³ – 52,5% acima do volume anterior – o que lhe permitiu subir duas posições no ranking em relação ao ano anterior e superar as unidades industriais da Be8 de Passo Fundo (RS) e Marialva (PR) que lideravam o ranking.
Embora o Rio Grande do Sul tenha se mantido como líder do mercado brasileiro com 1,63 milhão de m³ de biodiesel entregues ao longo do ano passado, as usinas do Mato Grosso reduziram bastante a dianteira. De 2022 para 2023, as unidades produtivas mato-grossenses viram suas vendas darem um salto de mais de 45% de um ano para outro atingindo a marca de 1,48 milhão de m³ – crescimento de 460,7 mil m³.
Depois desse sprint, o share do Mato Grosso avançou de 16,6% para 20,2% enquanto a participação das plantas gaúchas foi de 24,3% para 22,2%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com