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Vendas de diesel batem recorde em 2022

Distribuidoras reportam a venda de 63,2 milhões de m³ do derivado à ANP ao longo do ano passado

BiodieselBR.com 4 min de leitura

O mercado nacional de óleo diesel fechou o ano com recorde de vendas. O segundo seguido. Ao longo de 2022, as distribuidoras reportaram à ANP terem vendido um pouco mais de 63,2 milhões de metros cúbicos derivado abrindo cerca de 1,8% de vantagem sobre o resultado de 2021 quando foram movimentados 62,1 milhões de m³ do combustível.

Este novo resultado encerra a convalescença do segmento que enfrentou maus bocados entre 2015 e 2016 – período durante o qual o mercado encolheu cerca de 9,6%. Foram precisos sete anos para que as distribuidoras recuperassem o espaço perdido e voltassem a vender mais de 60 milhões de m³ por ano.
 
Solavancos

Não foi um passeio totalmente sem solavancos. Em quatro meses – março, abril, julho e outubro – o desempenho do mercado de diesel ficou negativo em relação ao mesmo período do ano anterior.

O mercado nacional de óleo diesel fechou o ano com recorde de vendas. O segundo seguido. Ao longo de 2022, as distribuidoras reportaram à ANP terem vendido um pouco mais de 63,2 milhões de metros cúbicos derivado abrindo cerca de 1,8% de vantagem sobre o resultado de 2021 quando foram movimentados 62,1 milhões de m³ do combustível.

Este novo resultado encerra a convalescença do segmento que enfrentou maus bocados entre 2015 e 2016 – período durante o qual o mercado encolheu cerca de 9,6%. Foram precisos sete anos para que as distribuidoras recuperassem o espaço perdido e voltassem a vender mais de 60 milhões de m³ por ano.

Solavancos

Não foi um passeio totalmente sem solavancos. Em quatro meses – março, abril, julho e outubro – o desempenho do mercado de diesel ficou negativo em relação ao mesmo período do ano anterior.

O pior resultado foi em abril quando as vendas de diesel chegaram a recuar 96 mil m³ nas distribuidoras.

Quebrando os números pelas regiões do país também é possível constatar que a melhora no quadro geral não foi bom no país como um todo. Nos estados do Nordeste e do Sul, as vendas de diesel caíram – respectivamente – 1,1% e 1,3%. Não fossem pelos números robustos do Centro-Oeste (+4,5%) e do Sudeste (+3,8%), os números do país poderiam ter sido bem diferentes.

Principal região consumidora do país, o Sudeste viu a demanda avançar praticamente 889 mil m³ em apenas um ano, chegando a 24,5 milhões de m³ comercializados de diesel e praticamente encostando em seu recorde de 2014, quando a demanda passou dos 24,6 milhões de m³.

Com 9,29 e 6,79 milhões de m³ respectivamente, os mercados regionais do Centro-Oeste e o Norte bateram seus recordes anteriores de consumo de diesel.

Transição

O mercado também continua sua lenta transição na direção de tipos de diesel de menor teor de enxofre e, portanto, menos poluentes.

Em 2022, o diesel S-10 – que tem apenas 10 partes por milhão de enxofre – teve 61,6% do mercado total com 38,9 milhões de m³ comercializados.

Já o S-500, que até 2019 era o produto dominante no mercado brasileiro com mais de metade do total, teve sua participação reduzida para 36,2% de participação – cerca de 3,5 pontos percentuais abaixo de 2021. E o diesel S-1800 ficou com uma participação apenas residual. Em 2022, foram vendidos menos de 83,8 mil m³ do produto no mercado nacional.

Mais lento

Apesar dos números positivos, o diesel se saiu um pouquinho pior do que a média do mercado nacional de combustíveis. Pelas contas da ANP, os brasileiros demandaram 2,5% mais combustíveis do que no ano anterior fechando o período com 143 milhões de m³ consumidos.

Dos 8 energéticos cujas vendas são acompanhadas rotineiramente pela ANP, o crescimento foi puxado principalmente pela gasolina cujas vendas cresceram 3,72 milhões de m³ – 9,5% – em 2022 totalizando 43 milhões de m³.

Embora tenha uma participação bem mais modesta – representando menos de 4,2% do total –, o querosene de aviação também teve um desempenho importante. As vendas do produto avançaram 35,9% totalizando 5,96 milhões de m³. Este número, contudo, ainda está bem abaixo do volume que o mercado nacional chegou a movimentar em anos anteriores.

Antes da paradeira geral do setor de aviação por conta da pandemia da Covid-19, a demanda anual pelo produto tendia a perambular numa faixa em torno de 7 milhões de m³ anuais – entre 2011 e 2019 os números anuais ficaram entre 6,7 e 7,4 milhões de m³.

De qualquer forma, o diesel manteve sua folgada liderança no mix nacional de combustíveis com participação de 44,2% – cerca de três décimos de ponto percentual a menos do que em 2021.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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