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Setor de biodiesel tem 19 empresas entre as maiores do país

Ranking elaborado pelo Valor Econômico chegou este ano à sua 22ª edição

BiodieselBR.com 5 min de leitura

No começo deste mês, o Valor Econômico – principal jornal brasileiro especializado em economia e negócios – publicou a edição deste ano de seu ranking ‘Valor 1000’. Elaborada há 22 anos, a lista elenca as mil maiores empresas com atuação no país por ordem de receita liquida no ano anterior. Em 2022, a relação incluiu 19 grupos com algum nível de participação no setor de biodiesel.

Evidentemente, nem todas as empresas que aparecem na lista têm no biodiesel seu principal negócio.

O caso mais evidente é o da Petrobras. No ano passado, a petroleira nacional teve receita de R$ 452,6 bilhões. Segundo a plataforma BiodieselDATA, o faturamento da Petrobras Biocombustível (PBio) – subsidiária do grupo dedicada aos combustíveis renováveis – com entregas de biodiesel realizadas ao longo do ano passado foram de R$ 1,45 bilhão. Isso representa apenas 0,3% do total.

Para piorar, o relatório de financeiro mais recente da divulgado pela PBio mostra que a empresa ficou no vermelho no ano passado. Segundo o documento, o prejuízo foi de R$ 241,8 milhões. Desde sua fundação, a PBio já gerou perdas de R$ 2,3 bilhões ao caixa do Grupo Petrobras.

No começo deste mês, o Valor Econômico – principal jornal brasileiro especializado em economia e negócios – publicou a edição deste ano de seu ranking ‘Valor 1000’. Elaborada há 22 anos, a lista elenca as mil maiores empresas com atuação no país por ordem de receita liquida no ano anterior. Em 2022, a relação incluiu 19 grupos com algum nível de participação no setor de biodiesel.

Evidentemente, nem todas as empresas que aparecem na lista têm no biodiesel seu principal negócio.

O caso mais evidente é o da Petrobras. No ano passado, a petroleira nacional teve receita de R$ 452,6 bilhões. Segundo a plataforma BiodieselDATA, o faturamento da Petrobras Biocombustível (PBio) – subsidiária do grupo dedicada aos combustíveis renováveis – com entregas de biodiesel realizadas ao longo do ano passado foram de R$ 1,45 bilhão. Isso representa apenas 0,3% do total.

Para piorar, o relatório de financeiro mais recente da divulgado pela PBio mostra que a empresa ficou no vermelho no ano passado. Segundo o documento, o prejuízo foi de R$ 241,8 milhões. Desde sua fundação, a PBio já gerou perdas de R$ 2,3 bilhões ao caixa do Grupo Petrobras.

Embora bilionário, o biodiesel também representa uma parcela pouco expressiva no portfólio da segunda colocada da lista Valor 1000 – a JBS. No último ano a gigante do ramo de proteínas animais teve uma receita global do grupo que passou dos R$ 350 bilhões enquanto seus ganhos com biodiesel ficaram um pouco abaixo de R$ 1,45 bilhão o que representa 0,4% do total.

Apesar disso, o grupo parece estar satisfeito com o negócio. Em novembro, a empresa obteve autorização para iniciar a produção de sua terceira usina. Instalada em Mafra (SC), a planta tem capacidade para fabricar até 369 mil m³ de biodiesel por ano. Além disso, a JBS também está se preparando para ampliar sua usina em Lins (SP).

Entre as ocupantes das primeiras colocações do ranking do Valor que já têm produção de biodiesel ativa, a atividade parece ser mais uma opção de diversificação. O produto representa uma parcela entre 0,9% e 1,3% nos ganhos da Cargill (9ª colocada do ranking) e da Bunge (16ª) e da Minerva (39ª).

Fabricantes de biodiesel

A empresa mais bem colocada no ranking do Valor a ter o biodiesel como um negócio significativo é a Bianchini. A empesa gaúcha que ocupa a 112ª teve receita de R$ 8,57 bilhões dos quais pelo menos R$ 1,08 bilhão veio do biodiesel – 12,7% do total.

Líder do setor de biodiesel, a BSBios aparece pouco abaixo. Com receita de R$ 7,85 bilhões, a empresa aparece na 122ª posição da lista do Valor Econômico. A empresa foi a maior fabricante de biodiesel no ano passado com 895,5 mil m³ produzidos que renderam de R$ 4,69 bilhões.

Embora ocupe o topo do pódio setorial, a BSBios não é a empresa do ranking Valor 1000 cuja receita mais depende do biodiesel. Duas outras se destacam. A Binatural que tem 76% de suas receitas de R$ 1.49 bilhão vindas do biodiesel e a Potencial Biodiesel com 75,4% de R$ 5,47 bilhões.

Na média geral, o faturamento com as entregas de biodiesel representou cerca de um terço das receitas liquidas das empresas com atuação no ramo que entraram na lista Valor 1000.

A caminho do mercado

Esse cálculo exclui quatro das 19 listadas. Três delas porque sua presença no mercado de biodiesel ainda não está consolidada. É o caso da Amaggi, da Lar Cooperativa Agroindustrial e da Cocamar.

Das três, apenas a Cocamar realmente ponde ser considerada uma fabricante de biodiesel. A cooperativa paranaense inaugurou sua primeira unidade produtiva há pouco menos de dois meses. Com capacidade para fabricar relativamente modestos 127,1 mil m³, a planta está localizada em Maringá (PR).

As outras duas ainda não chegaram neste ponto.

A Amaggi está construindo sua primeira usina em Lucas do Rio Verde (MT). A planta terá capacidade para fabricar até 330 mil m³. Já a Lar assumiu um complexo industrial em Caarapó (MS) que havia sido idealizado originalmente pela Agrenco e que inclui uma unidade de produção de biodiesel para 144 mil m³ anuais.

Há também a Barralcool que aparece na posição de 952 da lista. Embora a empresa siga sendo dona de uma usina de biodiesel em Barra dos Bugres (MT) capaz de fabricar até 68,4 mil m³ por ano, a planta está sem produção registrada desde 2014.

Chama também a atenção do elevado nível de empresas 100% nacionais da lista. Com exceção da norte-americana Cargill e da holandesa Bunge, todas os demais 17 grupos que fazem parte da lista têm capital originalmente brasileiro.

Veja a lista completa:

20220920 Valor1000 TABELA

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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