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ANP incluiu 5 novas usinas de biodiesel em lista de unidades ‘em construção’

Só esses projetos novos acrescentariam pelo menos 1.080 mil m³ em capacidade ao parque produtivo brasileiro

BiodieselBR.com 5 min de leitura

Nem as turbulências recentes no setor de biodiesel parecem ter esfriado o interesse dos empresários brasileiros pelo negócio. Em atualizações recentes da planilha que lista novos projetos produtivos na área de biocombustíveis, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) listou 5 novas usinas que estão a caminho do mercado dentro dos próximos meses. Quando todos esses projetos forem finalizados, a capacidade instalada no país deverá aumentar em, pelo menos, 1.080 milhares de m³. Aproximadamente 9,5% de tudo o que a indústria nacional pode fabricar hoje em dia.

E esse número está longe de ser completo. Uma dessas novas usinas – a que o grupo Amaggi está construindo em Lucas do Rio Verde – não informa qual será a capacidade instalada do projeto.

Nem as turbulências recentes no setor de biodiesel parecem ter esfriado o interesse dos empresários brasileiros pelo negócio. Em atualizações recentes da planilha que lista novos projetos produtivos na área de biocombustíveis, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) listou 5 novas usinas que estão a caminho do mercado dentro dos próximos meses. Quando todos esses projetos forem finalizados, a capacidade instalada no país deverá aumentar em, pelo menos, 1.080 milhares de m³. Aproximadamente 9,5% de tudo o que a indústria nacional pode fabricar hoje em dia.

E esse número está longe de ser completo. Uma dessas novas usinas – a que o grupo Amaggi está construindo em Lucas do Rio Verde – não informa qual será a capacidade instalada do projeto.

Já anunciadas

Nem tudo o que a ANP acrescentou à sua lista pode ser considerado novidade.

O desembarque da Amaggi no setor de biodiesel havia sido era esperado ainda para 2019. O prazo passou e o projeto anunciado para a cidade de Lucas do Rio Verde (MT) acabou não se materializando. Agora, segundo dados divulgados pela ANP, o novo prazo para que a usina entre no mercado é fevereiro de 2022.

Embora não confirme a capacidade de produção da planta de biodiesel, anteriormente o grupo – um dos maiores produtores de soja do mundo – havia informado à imprensa que a unidade seria anexa à uma esmagadora de grãos pertencente ao grupo cuja capacidade de processamento é de 1,2 milhão de toneladas anuais. Isso colocaria a oferta de matéria-prima na faixa das 240 mil toneladas – aproximadamente 265 mil m³.

Segundo informações divulgadas pela empresa ainda em outubro de 2018, o projeto absorveria investimentos de R$ 75 milhões.

A intenção da Oleoplan de instalar uma usina de biodiesel em Cacoal (RO) também já é conhecida pelo mercado desde setembro de 2020. Segundo BiodieselBR.com apurou, o grupo se associou a um projeto anterior que já vinha sendo tocado pela FASA e pela RR Marinho Participações. O investimento é de R$ 80 milhões.

Mesmo já sendo conhecido, a tabela da ANP confirma a capacidade instalada do projeto em 216 milhares de m³ por ano. Número bastante próximo ao que havia sido estimado em setembro por BiodieselBR.com. A meta é que a planta esteja pronta para o mercado em março do ano que vem.

Março próximo também é o alvo da Lar Cooperativa Agroindustrial para o fim das obras da usina de biodiesel em Caarapó (MS). A planta faz parte do complexo industrial inaugurado em novembro passado e que havia sido idealizado pela Agrenco nos primeiros tempos do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB).

Esse projeto trará mais 144 mil m³ ao mercado.

Grande porte

A maior parte da capacidade instalada que está entrando no mercado agora vem de dois projetos que terão – cada um – potencial para fabricar até 360 mil m³ por ano. Isso as colocaria na 12ª posição do ranking nacional de fabricantes, empatadas com a Delta de Cuiabá (MT).

Uma delas será a unidade de Simões Filho (BA) da Binatural que havia sido anunciada ao mercado em março. Como antecipado a planta está sendo instalada no mesmo site industrial que já foi ocupado pela usina da Comanche.

As instalações foram adquiridas pelo grupo empresarial goiano que está investindo R$ 70 milhões para instalar sua segunda usina.

Dentre todas as 5 fabricantes que foram acrescentadas pela ANP à lista de usinas em construção, a única desconhecida do mercado é R. L. S. DA SILVA & CIA LTDA. Segundo os dados divulgados pela ANP, a empresa pretende instalar uma unidade produtiva com capacidade para até 360 mil m³ anuais no município de Alta Floresta (MT).

Ela é a única das usinas em construção que não antecipa quando deverá estar pronta para entrar em operação.

Um levantamento junto à Receita Federal pelo CNPJ declarado pela empresa, no entanto, revela que a empresa pertence a Robson Luiz Soares da Silva – nome idêntico ao de um ex-prefeito de Alta Floresta embora a reportagem não tenha conseguido confirmar que se trate da mesma pessoa – e tem um porte bastante reduzido com capital social declarado de apenas R$ 195 mil.

Amazonbio

Além das novas usinas, a ANP também modificou as informações disponíveis sobre a nova unidade que a Amazonbio está construindo em Manaus (AM).

Originalmente, a usina teria capacidade para fabricar 36 mil m³ por ano, um pouco maior do que a unidade que o grupo tem em Ji-Paraná (RO). A nova informação dá conta que a instalação poderá fabricar até 108 mil m³ e deverá ficar pronta em abril de 2022.

Somando todas as usinas em construção que constam da listagem da ANP, há 12 novas unidades produtivas esperando para entrar no setor. Juntas elas somam capacidade produtiva equivalente a 2,57 milhões de m³ anuais.

Veja a distribuição de todos os projetos de usinas de biodiesel em construção

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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