Maior usina paulista deverá expandir sua capacidade produtiva em aproximadamente um terço
Mesmo com o mercado de biodiesel apresentando prospectos pouco empolgantes para este ano com o governo federal sustentando a decisão de manter a mistura em 10%, o setor continua atraindo novos investimentos. A bola da vez é a JBS. Dados da ANP indicam que a empresa pretende ampliar em aproximadamente um terço sua usina em Lins (SP).
Com capacidade instalada para fabricar até 201,6 mil m³ por ano, a planta é a maior em funcionamento no estado de São Paulo. Depois da ampliação, a unidade passará a poder disponibilizar até 267,8 mil m³ de biodiesel. Isso tiraria a usina da 26ª para a 19ª posição no ranking nacional de fabricantes.
Esta será apenas a segunda ampliação da planta desde sua inauguração em julho de 2007. Apesar disso, a capacidade instalada ainda apresentava folga razoável sobre os volumes que a planta vinha produzindo.
Mesmo com o mercado de biodiesel apresentando prospectos pouco empolgantes para este ano com o governo federal sustentando a decisão de manter a mistura em 10%, o setor continua atraindo novos investimentos. A bola da vez é a JBS. Dados da ANP indicam que a empresa pretende ampliar em aproximadamente um terço sua usina em Lins (SP).
Com capacidade instalada para fabricar até 201,6 mil m³ por ano, a planta é a maior em funcionamento no estado de São Paulo. Depois da ampliação, a unidade passará a poder disponibilizar até 267,8 mil m³ de biodiesel. Isso tiraria a usina da 26ª para a 19ª posição no ranking nacional de fabricantes.
Esta será apenas a segunda ampliação da planta desde sua inauguração em julho de 2007. Apesar disso, a capacidade instalada ainda apresentava folga razoável sobre os volumes que a planta vinha produzindo.
Desde 2018, a planta vinha fabricando por volta de 130 mil m³ de biodiesel por ano. No ano passado, a produção – até novembro – somou 125,3 mil m³ o que sinalizava para o melhor ano da planta.
Numa conta simples, a produção mensal média da usina de Lins ficou em 12,5 mil m³ de biodiesel entre janeiro e novembro do ano passado. Isso indicava para produção anual da ordem de 150 mil m³ o que colocaria o nível de ocupação da unidade em 75%.
Capacidade a caminho
Entre novas usinas e ampliações das existentes, a lista da ANP inclui 17 projetos no setor de biodiesel. Se todos forem realmente finalizados, um pouco mais de 2,46 milhões de m³ em capacidade nova deverá entrar no mercado o que representa um salto de aproximadamente 20% sobre toda a base produtiva – 12,5 milhões de m³ – já instalada no país.
E já sabemos que a conta está subdimensionada. Nem a Amaggi e nem a Biobras Biodiesel informaram à ANP a capacidade pretendida para as usinas que estão construindo.
Também não está claro quando essa capacidade deverá, de fato, chegar ao mercado. Embora, as empresas forneçam uma previsão para a conclusão de cada projeto, a informação está longe de ser exata. Um dos projetos listados está um ano atrasado em relação ao anunciado.
Cinco destes projetos, no entanto, já estariam prontos. Segundo a ANP, eles estariam esperando somente a publicação da autorização de operação para poderem começar a produzir biodiesel. Juntos, eles somam 846 mil m³ em capacidade produtiva nova.
A JBS ainda não informou o cronograma da ampliação da usina de Lins (SP).
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com