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[Retrospectiva] Trancos e barrancos

Retrospectiva2014 3_140115BiodieselBR.com faz uma retrospectvia dos fatos mais importantes para o setor em 2014. Nesse texto: as usinas em apuros financeiros ou com a justiça.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
Para algumas usinas de biodiesel, o ano de 2014 foi um momento de dificuldades. O ano viu duas empresas com atuação no setor entrando com pedidos de recuperação judicial, enquanot outras empresas ameaçaram parar de vender nos leilões e algumas enrolando-se com a justiça.

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Para algumas usinas, como a Camera, 2014 foi um ano de decisões de difíceis. A empresa gaúcha, que desde 2013 já emitia sinais de fragilidade, se viu sem muita escolha e, em setembro passado, entrou com pedido de recuperação judicial. Logo depois, soube-se também que a empresa estaria cogitando vender suas usinas de biodiesel. A medida faria parte da estratégia delineada pela direção da empresa para superar o sufoco financeiro.

Além da Camera, outra usina de biodiesel ingressou na Justiça com pedido de recuperação judicial em 2014: a paulista Bio Petro.

Vai-volta
A Biocar, de Dourados (MS), também ameaçou bater em retirada em 2014, mas voltou atrás. 

Em abril, o proprietário da planta, José Silva Carreiro, disse a BiodieselBR.com que ia dar um tempo nos leilões, “enquanto as margens não melhoravam”. Entretanto, a usina continuou a participar dos certames, tendo, inclusive, vendido, para seus padrões, bons volumes nos últimos leilões.

Situação delicada mesmo é a da Bionasa. A usina goiana, que está sem vender biodiesel desde o Leilão 28, teve seus bens penhorados pela Justiça em 2014 em função de dívidas trabalhistas.

Sob suspeita
Três usinas de biodiesel foram suspeitas de terem praticados atos ilícitos no ano passado. 

O primeiro caso envolve a Petrobras Biocombustíveis (PBio) e a BSBios. Negócios celebrados em diferente períodos pelas duas empresas resultaram na aquisição de 50% do Grupo BSBios pela PBio. Mas os valores dessas compras estão sendo investigados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). 

Já a acusação que recaiu sobre a Biopar (MT) é mais prosaica. Em 2013, a usina de Nova Marilândia entregou um volume de biodiesel 83% maior do que produziu. O fato levantou a suspeita de que a Biopar poderia estar revendendo biodiesel oriundo de outras unidades produtoras, o que é proibido pelas regras dos leilões de biodiesel.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
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