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PBio teve prejuízo de R$ 196 milhões no último ano

Divisão de biocombustíveis da Petrobras ficou no vermelho pelo segundo ano seguido

BiodieselBR.com 4 min de leitura

A Petrobras retornou à rotina de perder dinheiro no mercado de biocombustíveis. De acordo com a mais recente edição do balanço da Petrobras Biocombustível (PBio), a divisão da petroleira que se dedica à produção de biocombustíveis teve prejuízo de aproximadamente R$ 196,3 milhões ao longo de 2022. Mesmo ruim, esse valor é um avanço em relação aos números de 2021 quando as perdas beiraram R$ 242 milhões.

Segundo o relatório de administração publicado ela companhia, o resultado deste ano foi impactado pela redução da mistura obrigatória adotada pelo governo federal para segurar os preços do diesel. Ao contrário dos 14% que o setor esperava a adição de biodiesel ficou em 10% durante todo o ano passado. Isso levou o setor a “uma elevada ociosidade da capacidade de produção e a um aumento de competitividade entre os produtores” o que se somou ao aumento nos custos das matérias-primas e condições cambiais pouco favoráveis.

A empresa também aponta redução nas receitas com as vendas de CBios depois do adiamento nas metas de descarbonização das distribuidoras. Em 2022, a PBio gerou 218,2 mil créditos dos quais 112 mil foram vendidos por cerca de R$ 14,3 milhões – média de R$ 127,53 por título.

A Petrobras retornou à rotina de perder dinheiro no mercado de biocombustíveis. De acordo com a mais recente edição do balanço da Petrobras Biocombustível (PBio), a divisão da petroleira que se dedica à produção de biocombustíveis teve prejuízo de aproximadamente R$ 196,3 milhões ao longo de 2022. Mesmo ruim, esse valor é um avanço em relação aos números de 2021 quando as perdas beiraram R$ 242 milhões.

Segundo o relatório de administração publicado ela companhia, o resultado deste ano foi impactado pela redução da mistura obrigatória adotada pelo governo federal para segurar os preços do diesel. Ao contrário dos 14% que o setor esperava a adição de biodiesel ficou em 10% durante todo o ano passado. Isso levou o setor a “uma elevada ociosidade da capacidade de produção e a um aumento de competitividade entre os produtores” o que se somou ao aumento nos custos das matérias-primas e condições cambiais pouco favoráveis.

A empresa também aponta redução nas receitas com as vendas de CBios depois do adiamento nas metas de descarbonização das distribuidoras. Em 2022, a PBio gerou 218,2 mil créditos dos quais 112 mil foram vendidos por cerca de R$ 14,3 milhões – média de R$ 127,53 por título.

A Petrobras tem tido franca dificuldade para fazer dinheiro com a PBio. Dos balanços que a empresa publicou de 2011 para cá, os resultados ficaram no azul em apenas 4 anos – entre 2017 e 2020.

Somando tudo, o Grupo Petrobras já perdeu R$ 2,55 bilhões com seus negócios na área de biocombustíveis.

Saída

As perdas recorrentes no segmento fizeram com que a PBio fosse uma das subsidiárias incluídas no plano de desinvestimento anunciado ainda em 2016 pela estatal. A intenção da empresa era se desfazer de todos os negócios no ramo de biocombustíveis.

Ao longo dos último 6 anos, a Petrobras chegou a concluir a venda das participações acionárias em fabricantes de etanol e na BSBios (atual Be8). A PBio em si chegou a ser colocada à venda em agosto de 2020, mas o negócio não chegou a ser concluído.

Esses planos mudaram depois da volta de Lula ao Planalto. A nova direção da estatal tem sinalizado para uma retomada de investimentos nessa frente de negócios. Mesmo antes da mudança de governo, a Petrobras já dava sinais de que sua saída no mercado de biocombustíveis não seria completa. Isso porque a petroleira está investindo para agregar a capacidade de produção do chamado Diesel R em várias de suas refinarias e para construir uma biorrefinaria dedicada à produção de diesel verde e bioquerosene.

Se for integralmente executado, a Petrobras manteria capacidade para fabricar 1,3 milhão de m³ de biocombustíveis por ano.

Faturamento maior

Apesar do prejuízo no ano passado, a PBio teve aumento em seu faturamento de 7,1% em 2022. As vendas de produtos renderam à empresa R$ 1,45 bilhão. Esse já é o terceiro ano de aumento nos valores gerados pela fabricante depois de 9 anos caminhando de lado.

Esse aumento de faturamento, contudo, não chega a ajudar tanto assim no caixa da empresa. O fato é que a PBio está gastando mais para produzir biodiesel do que fatura com sua venda, o balanço mostra que a fabricante teve prejuízo bruto de R$ 182,8 milhões no ano passado e EBITDA negativo de R$ 245,5 milhões.

Do faturamento total da PBio, as vendas de biodiesel representaram 92% com R$ 1,34 bilhão. Já as vendas de glicerina bruta – principal coproduto do biodiesel – renderem R$ 69,7 milhões.

Outros negócios geraram um pouco menos de R$ 42,2 milhões para a empresa.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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