Ação do Ministério Público de Minas investiga possíveis irregularidades ligadas à aquisição de sebo bovino em 2019
Nesta terça-feira (24), os escritórios da Petrobras Biocombustível (PBio) no Rio de Janeiro (RJ) e em Montes Claros (MG) foram alvo de uma operação de busca e apreensão por parte do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e da Receita Estadual. A ação faz parte de uma investigação sobre fatos ocorridos em 2019.
Segundo informações de "O Globo", a investigação diz respeito a possíveis fraudes tributárias envolvendo uma das fornecedoras de sebo bovino usado na produção de biodiesel pelo braço de biocombustíveis do Grupo Petrobras. Em nota encaminhada ao diário carioca, a Petrobras confirmou a busca e apreensão e disse que – junto com sua subsidiária – está "colaborando com as autoridades".
A PBio é dona de duas usinas de biodiesel: uma em Candeias (BA), com capacidade para fabricar até 304,3 mil m³ de biodiesel por ano, e outra em Montes Claros (MG), com 196,3 mil m³ instalados. Isso equivale a 3,4% do parque industrial brasileiro. A empresa também tem uma usina em Quixadá (CE), que foi hibernada no final de 2016.
No entanto, a empresa tem uma participação no mercado brasileiro menor do que poderia. Em 2023, a PBio comercializou 91 mil m³ de biodiesel – representando 1,2% em relação aos 7,3 milhões de m³ totais.
Nesta terça-feira (24), os escritórios da Petrobras Biocombustível (PBio) no Rio de Janeiro (RJ) e em Montes Claros (MG) foram alvo de uma operação de busca e apreensão por parte do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e da Receita Estadual. A ação faz parte de uma investigação sobre fatos ocorridos em 2019.
Segundo informações de "O Globo", a investigação diz respeito a possíveis fraudes tributárias envolvendo uma das fornecedoras de sebo bovino usado na produção de biodiesel pelo braço de biocombustíveis do Grupo Petrobras. Em nota encaminhada ao diário carioca, a Petrobras confirmou a busca e apreensão e disse que – junto com sua subsidiária – está "colaborando com as autoridades".
A PBio é dona de duas usinas de biodiesel: uma em Candeias (BA), com capacidade para fabricar até 304,3 mil m³ de biodiesel por ano, e outra em Montes Claros (MG), com 196,3 mil m³ instalados. Isso equivale a 3,4% do parque industrial brasileiro. A empresa também tem uma usina em Quixadá (CE), que foi hibernada no final de 2016.
No entanto, a empresa tem uma participação no mercado brasileiro menor do que poderia. Em 2023, a PBio comercializou 91 mil m³ de biodiesel – representando 1,2% em relação aos 7,3 milhões de m³ totais.
O motivo são as crônicas dificuldades da PBio em viabilizar sua operação. Dos 13 anos com resultados públicos, a subsidiária apresentou lucro em apenas 4. No ano passado, as perdas somaram R$ 91 milhões.
Substituições
No mesmo dia em que a operação ocorria, a Petrobras anunciou a substituição de toda a diretoria da subsidiária. Foram exonerados o presidente da companhia, Danilo Siqueira Campos; o diretor de Biodiesel, Denilson Ferreira; e o diretor Financeiro, Alexandre Dutra Gomes. O mandato dos três executivos se encerraria apenas no final de maio de 2026.
Em nota encaminhada à reportagem, a assessoria de imprensa da Petrobras confirmou a troca da liderança da subsidiária, informando que eles serão substituídos por “três empregados de carreira da Petrobras” – os nomes dos indicados não foram informados.
O texto também afirma que a saída prematura dos executivos não está relacionada à investigação. “A troca de diretores da PBio já estava em andamento e foi aprovada após o cumprimento de todas as análises de requisitos das áreas de RH e Conformidade da Petrobras. Os trâmites internos da companhia não preveem a substituição de diretores em um único dia. (...) Não há relação entre as trocas de diretores e a operação ocorrida ontem”, afirma o comunicado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações O Globo