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EPE estima apenas B11 e demanda de biodiesel em 7,7 bilhões de litros em 2026

Segundo projeções da EPE para a próxima edição do Plano Decenal de Expansão de Energia, a produção de biodiesel deverá atingir 7,7 bilhões de litros até 2026.
BiodieselBR.com 5 min de leitura
A EPE fez uma projeção bastante conservadora para o setor de biodiesel. Para eles o Brasil estará usando apenas B11 em 2026. E com isso a demanda de biodiesel deverá praticamente dobrar ao longo do próximo decênio chegando a 7,7 bilhões de litros naquele ano. Essa projeção é o ponto mais relevante para os fabricantes de biodiesel nas quase 270 páginas da mais recente edição do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2026) que acaba se ser tornado público para um processo de consulta que deverá se estender até o dia 06 de agosto.

A EPE fez uma projeção bastante conservadora para o setor de biodiesel. Para eles o Brasil estará usando apenas B11 em 2026. E com isso a demanda de biodiesel deverá praticamente dobrar ao longo do próximo decênio chegando a 7,7 bilhões de litros naquele ano. Essa projeção é o ponto mais relevante para os fabricantes de biodiesel nas quase 270 páginas da mais recente edição do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2026) que acaba se ser tornado público para um processo de consulta que deverá se estender até o dia 06 de agosto.

Elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – organismo ligado do Ministério de Minas e Energia responsável por assessorar no planejamento energético de longo prazo – o PDE consolida as melhores apostas do governo federal a respeito da evolução do mercado de energia no Brasil. A cada nova edição, o documento sonda um horizonte de 10 anos na oferta e demanda dos principais energéticos.

Indústria na frente

Segundo os técnicos da EPE, o consumo de energia dos brasileiros deverá crescer aproximadamente um quinto entre 2016 e 2026 – saindo de 257 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep) até chegar a 309 Mtep.



Ao longo desse período o setor industrial deverá superar o segmento de transportes como maior consumidor de energéticos do mercado. Em 2026, as indústrias representação 32,6% da demanda brasileira com um consumo de 100,7 Mtep – crescimento de aproximadamente um quarto ao longo do período.

Já o setor de transportes verá sua participação minguar dos atuais 32,2% para 29,6%. Apesar dessa queda no peso do segmento, o consumo absoluto deverá avançar cerca de 10,5% no período atingindo 91,5 Mtep. Segundo a EPE, ao menos em parte, a perda da liderança é explicada por ganhos na eficiência energética dos transportes brasileiros com expansão dos transportes coletivos no segmento de passageiros e do modal ferroviário no de cargas.

Combustíveis

Os combustíveis líquidos continuarão dominando a cena, com a eletrificação da frota de veículos leves – a expectativa é que, em 2026, os híbridos fiquem abaixo de 1% enquanto os puramente elétricos respondam por magros 0,3% – demorando a engrenar.

Nesse contexto, o diesel deverá se manter como o combustível mais usado pelos brasileiros com 44% da demanda do mercado de transportes.

O país se manterá como importador líquido de óleo diesel durante todo o período. Embora oferta e demanda estejam relativamente ajustadas no momento, a partir de 2019 a demanda deverá começar a engrenar e a se distanciar mais da oferta. A expectativa é que, em 2026, o consumo esteja em 179 milhões de litros de diesel por dia contra uma produção de 150 milhões de litros ao dia.

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A grande novidade no segmento virá do avanço dos biocombustíveis na matriz brasileira de combustíveis líquidos. Eles deverão crescer de 20% para 26% do mercado ao longo do período. O etanol irá dos atuais 17% para 21% e o biodiesel de 3% para 5%.



Biodiesel

No caso do biodiesel o crescimento será puxado principalmente pela expansão da mistura obrigatória. Isso fará com que o setor praticamente dobre de tamanho no período indo de 2,5 Mtep em 2016 para 4,6 Mtep em 2026 – avanço de robustos 84,2%.

Em termos de volume, a expectativa da EPE é que a demanda de biodiesel atinja 7,67 bilhões de litros em 2026 – 73,5% mais que os 4,42 bilhões de litros que deverão ser fabricados esse ano.

Apesar do aumento esperado na demanda, a capacidade produtiva deverá se expandir apenas 16,2% no mesmo período – de 7,53 para 8,75 bilhões de litros instalados – com base nas autorizações já emitidas pela ANP para a expansão das usinas em atividade e construção de novas plantas. Isso fará com que a ocupação das usinas salte dos atuais 58,7% para 87,6% ao final do período.

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A maior parte dessa capacidade extra será instalada na Região Centro-Oeste. O setor de biodiesel deverá sair de 2,9 bilhões de litros ao ano para cerca de 3,7 bilhões de litros ao ano, crescimento de 26,5%.

Números conservadores

E pode ser que os técnicos da EPE estejam sendo um tanto conservadores em suas estimativas uma vez que eles consideram que, em 2026, o Brasil estará usando B11. Com o B10 praticamente confirmado para março que vem e os testes de motores exigidos para que avanços ainda maiores possam vir prontos para sair do papel seria razoável esperar um pouco mais.

Embora não determine um cronograma, a Lei 13.263/2016 abre espaço para que a mistura obrigatória avance até o B15 a critério do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). E, no ano passado, as três principais associações de fabricantes de biodiesel – Abiove, Aprobio e Ubrabio –, somaram forças para a edição de um documento conjunto no qual pleiteavam que o governo se comprometesse em adotar o B20 até o ano de 2030.

A íntegra do documento publicada pela EPE pode ser consultada clicado aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com 
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