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Usinas querem implementar B20 até o ano de 2030

As associações representativas dos produtores de biodiesel apresentaram proposta que prevê a adoção do B20 dentro dos próximos 15 anos.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O setor de biodiesel espera mais do que triplicar seu peso na matriz energética brasileira dentro dos próximos 15 anos. A ideia é saltar dos atuais 1,04% para pouco mais de 3,3% em 2030. Para isso o setor terá que estar produzindo biocombustível suficiente para atender 20% da demanda de diesel daquele ano. Essa é a meta central num documento recém-divulgado no qual as três principais entidades representativas do setor – Abiove, Aprobio e Ubrabio – consolidam as propostas para a evolução do segmento no longo prazo.

O setor de biodiesel espera mais do que triplicar seu peso na matriz energética brasileira dentro dos próximos 15 anos. A ideia é saltar dos atuais 1,04% para pouco mais de 3,3% em 2030. Para isso o setor terá que estar produzindo biocombustível suficiente para atender 20% da demanda de diesel daquele ano. Essa é a meta central num documento recém-divulgado no qual as três principais entidades representativas do setor – Abiove, Aprobio e Ubrabio – consolidam as propostas para a evolução do segmento no longo prazo.

Chamado “Biodiesel: oportunidades e desafios no longo prazo”, o documento foi entregue na quinta-feira (06) a representantes do Ministério de Minas e Energia (MME) e é resultado do Seminário de Alinhamento das Instituições do Setor de Biocombustíveis ocorrido no último dia 19 de setembro.

Nos próximos dias BiodieselBR.com vai destrinchar alguns dos tópicos mais importantes desse documento. Hoje, vamos nos deter sobre como a meta do setor impactaria a produção de biodiesel e reduziria a importação de óleo diesel do Brasil.

Salto de produção

Segundo a prévia da edição deste ano do Balanço Energético Nacional (BEM 2016), a biodiesel acrescentou a oferta brasileira de energéticos 3,1 milhões de toneladas de petróleo equivalente (Mtep). Considerando que, até 2030, o consumo de energéticos pelos brasileiros deve crescer mais pouco mais de 60%; para atingir essa meta as usinas nacionais teriam que colocar no mercado 14 Mtep de energia.

Para tanto será preciso adotar um cronograma de ampliação da mistura obrigatória mais ambicioso que o autorizado pela Lei 13.263/2016 – que prevê a adoção do B10 até março de 2019 e abre, sem fixar prazo, a possibilidade de chegarmos até o B15. O alvo defendido pelo setor chegar em 2030 usando B20 [veja tabela] o que significa um pouco menos 1 ponto percentual de crescimento ao ano daqui até lá.

EvolucaoMistura TABELA 071016
Isso faria a produção de anual de biodiesel a atingir 18 bilhões de litros em 2030 – mais de quatro vezes e meia a produção de 2015 que foi de aproximadamente 3,9 bilhões de litros.



Menos importação

Seria uma solução, ao menos parcial, para a dependência externa em relação à derivados do petróleo. No ano passado o volume importado foi 6,9 bilhões de litros, mas, segundo projeções da ANP, sem novos investimentos em produção de combustíveis – bio ou não – vamos ter que trazer de fora 24,5 bilhões de litros de óleo diesel a partir de 2030.

Com o B20, as importações cairiam quase pela metade economizando gastos da ordem de US$ 4 bilhões só no ano de 2030.

Chamado “Biodiesel: oportunidades e desafios no longo prazo”, o documento foi entregue na quinta-feira (06) a representantes do Ministério de Minas e Energia (MME) e é resultado do Seminário de Alinhamento das Instituições do Setor de Biocombustíveis ocorrido no último dia 19 de setembro. Nos próximos dias BiodieselBR.com vai destrinchar alguns dos tópicos mais importantes desse documento. O resultado poder ser conferido aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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