Agência havia repetido valores das metas do 5º bimestre na planilha que deveria trazer os dados de contratação do 6º bimestre
A ANP não demorou muito a reconhecer – e corrigir – o erro cometido nas planilhas de acompanhamento da contratação de biodiesel para o 6º bimestre (6B) de 2024. Ontem (05) mesmo no fim da tarde, a agência publicou uma nova versão dos arquivos com os mesmos números que haviam sido informados ao mercado no final de julho.
Dessa forma, as metas de contração voltaram a ser de aproximadamente: 1,18 milhão de m³ para as distribuidoras e de 1,21 milhão de m³ para os fabricantes. Na versão que havia sido colocada no ar na última segunda (04), os valores que constavam eram de – respectivamente – 1,26 e 1,25 milhão de m³; números que repetiam exatamente o das metas fixadas para o 5B.
Mercado Spot
As metas são definidas com base no volume de biodiesel que cada fabricantes vendeu no mesmo bimestre do ano anterior. Pelas regras do novo sistema de comercialização de biodiesel, empresas que tenham vendido pelo menos 2 mil m³ num bimestre ficam obrigados a – no ano seguinte – fecharem contratos que ultrapassem 80% do volume registrado.
A ANP não demorou muito a reconhecer – e corrigir – o erro cometido nas planilhas de acompanhamento da contratação de biodiesel para o 6º bimestre (6B) de 2024. Ontem (05) mesmo no fim da tarde, a agência publicou uma nova versão dos arquivos com os mesmos números que haviam sido informados ao mercado no final de julho.
Dessa forma, as metas de contração voltaram a ser de aproximadamente: 1,18 milhão de m³ para as distribuidoras e de 1,21 milhão de m³ para os fabricantes. Na versão que havia sido colocada no ar na última segunda (04), os valores que constavam eram de – respectivamente – 1,26 e 1,25 milhão de m³; números que repetiam exatamente o das metas fixadas para o 5B.
Mercado Spot
As metas são definidas com base no volume de biodiesel que cada fabricantes vendeu no mesmo bimestre do ano anterior. Pelas regras do novo sistema de comercialização de biodiesel, empresas que tenham vendido pelo menos 2 mil m³ num bimestre ficam obrigados a – no ano seguinte – fecharem contratos que ultrapassem 80% do volume registrado.
Aqueles que não atingirem a marca ficam automaticamente excluídos de venderem biodiesel no mercado spot.
Era por causa dessa regra que a correção da planilha era mais necessária. Segundo a versão publicada na segunda, um total de 8 empresas apareciam como se tivessem deixado de atingir suas metas. Na nova lista, são apenas três – Cargill, Ipê Biocombustível e Fiagril.
Barradas
Destas, apenas a Cargill está no mercado de fato. A empresa deveria ter negociado 43,5 mil m³ de biodiesel, mas só conseguiu comprovar 23,2 mil m³ – 53,2% do total. Isso, contudo, barra do mercado spot apenas a planta de Três Lagoas (MS). Já as 3 antigas usinas da Granol que foram adquiridas pela multinacional entraram na lista da ANP como se fossem uma empresa separada chamada Cargill Novos Horizontes que conseguiu cumprir com suas metas fixadas.
A Ipê (antiga Cooperfeliz) não atua mais no mercado de biodiesel porque teve suas autorizações canceladas.
Já a Fiagril mudou sua identidade para Green Ventures um pouco antes da virada do último ano o que, na prática, zerou suas metas de contratação. Sob o novo nome, a fabricante fechou contratos de 12,6 mil m³ para o 6B.
Liberadas
Amaggi, Bocchi, Caramuru e Cofco podem respirar mais aliviadas. Embora esses 4 grupos tivessem contratado volumes de biodiesel suficientes para atingir as metas que haviam sido estipularas no final de julho; eles apareciam como inadimplentes por conta do engano da ANP.
Na nova versão da lista, todos eles reconquistaram o direito a vender biodiesel no mercado spot.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com