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Agrenco anuncia paralisação de unidades industriais


Agência Estado - 11 nov 2011 - 12:36 - Última atualização em: 29 fev 2012 - 12:14

A Agrenco anunciou nesta sexta-feira, em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a paralisação total das suas unidades industriais e o desligamento de parte de seus colaboradores. Segundo a empresa, as medidas têm como objetivo preservar a operação brasileira em uma situação que permita a sua plena recuperação, uma vez garantido o capital de giro necessário.

A empresa explica que a decisão foi tomada após reunião de credores, realizada ontem, quando os credores das subsidiárias da Agrenco informaram não ter interesse na realização de aportes no fundo de investimento em participações, previsto no plano de negócios, conforme o Plano de Recuperação Judicial Consolidado da companhia.

A Agrenco detalha que, apesar dos esforços realizados pela administração, também não foi possível, até este momento, identificar investidores interessados na capitalização do fundo de investimento em participações. "A administração da Agrenco e de suas subsidiárias ainda está procurando alternativas viáveis para a recuperação de sua operação brasileira", informa a empresa. A empresa lembra que a nova administração das controladas da Agrenco apresentou aos seus credores o novo Plano de Negócios, conforme previsto no Plano de Recuperação Judicial Consolidado, que foi aprovado pela assembleia de credores de 6 de maio de 2011.

Conforme a companhia, o Plano de Negócios foi apresentado como uma alternativa viável para a superação da atual crise econômico-financeira vivida por suas controladas indiretas. "Em linhas gerais, o novo Plano de Negócios previa que investidores interessados capitalizariam um fundo de investimento em participações. Este fundo de investimento, por seu turno, capitalizaria uma sociedade de propósito específico que seria responsável pela aquisição de matérias-primas para industrialização nas plantas de Alto Araguaia e Caarapó e posterior colocação destes produtos no mercado", afirma.

Conforme a companhia, o fundo de investimento em participações e sua controlada não seriam integrantes da estrutura da Agrenco, de forma a minimizar os riscos decorrentes dos débitos e contingências das controladas indiretas da Agrenco. O objetivo da estrutura proposta era permitir que as plantas de Alto Araguaia e Caarapó operassem já na safra de 2011/2012.

"A administração das subsidiárias da Agrenco esperava que seus credores fossem investidores no fundo de investimento em participações, conforme previsto no Novo Plano de Negócios. Aportes destes credores possibilitariam investimentos de outros interessados, fornecendo o capital de giro necessário para a implementação do Novo Plano de Negócios", afirma.

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