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Abiove defende adoção do B14 de forma provisória no L73

Setor de biodiesel vem se articulando para tentar convencer o MME a antecipar os aumentos de mistura para reduzir impactos do coronavírus sobre a produção

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Entidades representativas do setor biodiesel vêm se movimentando há algumas semanas para tentar convencer o Ministério de Minas e Energia (MME) a antecipar novos aumentos de mistura obrigatória como uma forma de reduzir os impactos da crise do coronavírus sobre a indústria. Inicialmente, a informação era que os fabricantes queriam o B13 em julho – oito meses antes do prazo estipulado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A proposta, no entanto, pode ser ainda mais ousada do que o que foi inicialmente noticiado. Durante uma live realizada nessa segunda-feira (11), executivos da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) informaram que a ideia é aproveitar que o uso do B15 já se encontra devidamente validade para adotar uma política temporária em que o nível de mistura fosse dinâmico – a cada leilão o patamar de mistura seria calibrado com base nas condições efetivas de mercado para o bimestre.

Já para o Leilão 73, a entidade defendeu o uso de B14. Dois pontos percentuais acima da mistura atual – a única vez que o mercado brasileiro teve um aumento desse porte na mistura foi na adoção do B10 em março de 2018.

Entidades representativas do setor biodiesel vêm se movimentando há algumas semanas para tentar convencer o Ministério de Minas e Energia (MME) a antecipar novos aumentos de mistura obrigatória como uma forma de reduzir os impactos da crise do coronavírus sobre a indústria. Inicialmente, a informação era que os fabricantes queriam o B13 em julho – oito meses antes do prazo estipulado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A proposta, no entanto, pode ser ainda mais ousada do que o que foi inicialmente noticiado. Durante uma live realizada nessa segunda-feira (11), executivos da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) informaram que a ideia é aproveitar que o uso do B15 já se encontra devidamente validade para adotar uma política temporária em que o nível de mistura fosse dinâmico – a cada leilão o patamar de mistura seria calibrado com base nas condições efetivas de mercado para o bimestre.

Já para o Leilão 73, a entidade defendeu o uso de B14. Dois pontos percentuais acima da mistura atual – a única vez que o mercado brasileiro teve um aumento desse porte na mistura foi na adoção do B10 em março de 2018.

Sem aumento real

Segundo o gerente de economia da Abiove, Daniel Amaral, a mudança na mistura não chegaria a realmente aumentar o volume de biodiesel comercializado. O aumento de percentual simplesmente compensaria as perdas geradas pela redução do consumo de diesel causada pelas políticas de resposta à Covid-19. “O percentual subiria, mas o volume de biodiesel nem tanto (...) ficaria próximo ao que o governo já tinha se proposto a fazer”, comentou.

Ainda de acordo com o executivo da entidade, seria uma forma de reduzir as importações nacionais de óleo diesel que continuam em patamares bastante elevados. “Estamos num quadro em que o Brasil segue importando muito diesel. Temos uma oportunidade muito boa para que o Brasil antecipe a mistura gerando mais empregos e reduzindo poluição”, prossegue acrescentando que só no Leilão 72, o Brasil evitou o gasto de US$ 500 milhões em importações de diesel.

Embora Daniel tenha relatado que a recepção da ideia de uma antecipação da mistura tenha sido “boa” em Brasília, ainda não há uma resposta do governo sobre o pedido das usinas. No momento, as entidades e o MME têm se limitado a trocar dados e informações sobre a ideia.

Pelo menos por enquanto, no L73 continua valendo o B12.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com 

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