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Volume de glicerina exportada cai, mas faturamento cresce no 1º trimestre

Principal coproduto da indústria de biodiesel faturou US$ 40,7 milhões no mercado externo no começo de 2021.

BiodieselBR.com 3 min de leitura

A participação do Brasil no mercado internacional de glicerina vem apontando em direções aparentemente contraditórias no começo de 2021. Embora o volume embarcado pelos exportadores brasileiros tenha ficado ligeiramente menor do que no ano passado, os ganhos com as vendas cresceram de forma robusta e fecharam o primeiro trimestre (1T) com recorde.

De janeiro a março, as exportações do coproduto totalizaram 106,2 mil toneladas. Essa quantidade é 6% menor do que no mesmo período do ano passado quando os embarques passaram um pouco de 113 mil toneladas.

A participação do Brasil no mercado internacional de glicerina vem apontando em direções aparentemente contraditórias no começo de 2021. Embora o volume embarcado pelos exportadores brasileiros tenha ficado ligeiramente menor do que no ano passado, os ganhos com as vendas cresceram de forma robusta e fecharam o primeiro trimestre (1T) com recorde.

De janeiro a março, as exportações do coproduto totalizaram 106,2 mil toneladas. Essa quantidade é 6% menor do que no mesmo período do ano passado quando os embarques passaram um pouco de 113 mil toneladas.

Em 2020, o país exportou 475,6 mil toneladas de glicerina.

Embora ambos tenham apresentado queda, o segmento de glicerina destilada se saiu melhor do que o de glicerina bruta. As exportações do produto de maior valor agregado somaram 31,3 mil toneladas no 1T – redução de 0,7% – enquanto a glicerina sem processamento adicional teve vendas 8,1% menores registrando 74,9 mil toneladas.

No 1T, a glicerina destilada representou 29,5% do total, mais ou menos em linha com os 27,9% do 1T 2020.

Recorde

Apesar da contração no volume de exportações, o faturamento foi recorde. E não somente para o período. Entre janeiro e março, as vendas de glicerina renderam US$ 40,7 milhões – R$ 231,4 milhões pela cotação desta sexta-feira (09) – para o país. O recorde anterior era do quarto trimestre de 2020 quando as exportações valeram US$ 37,9 milhões.

Só em março, as exportações renderam US$ 15,6 milhões. Esse foi o segundo melhor mês da história do Brasil nesse mercado.

Os ganhos vêm sendo turbinados pela recuperação das cotações globais da glicerina. Em março, a glicerina bruta brasileira foi vendida por uma média de US$ 299,29 a tonelada. Esse é o maior valor mensal desde julho de 2018.

Já a tonelada da glicerina destilada estava sendo negociada a US$ 609,60. Maior valor desde novembro de 2018.

A China continua sendo a principal compradora de glicerina brasileira embora com uma dianteira bem menor do que no ano passado. O gigante asiático absorveu 58,4 mil m³ de glicerina – cerca de 55% do total. No ano passado, os compradores chineses absorveram um pouco menos que 73,1% dos embarques nacionais.

Nesse meio tempo, nossa segunda maior compradora, a Rússia, praticamente triplicou sua participação indo de 4,5% para 12,2%. Entre janeiro e março deste ano, quase 13 mil toneladas de glicerina brasileira tiveram a Rússia como seu destino final.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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