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Exportação de glicerina supera barreira das 70 mil toneladas em setembro

País registra um novo recorde na venda de glicerina com mais de 71,1 mil toneladas do coproduto embarcadas

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Em julho, o Brasil embarcou um pouco mais de 67,5 mil toneladas de glicerina – seu maior volume até agora. Apenas dois meses mais tarde já temos um novo recorde. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o país mandou para o exterior mais de 71,1 mil toneladas do principal coproduto da indústria do biodiesel. Subindo em cerca de 5,4% o teto para o segmento.

Foi a primeira vez que a glicerina bateu a marca das 70 mil toneladas exportadas num único mês. Isso acontece 8 meses depois do mercado ter superado a barreira das 60 mil toneladas.

Dividida entre os dois segmentos do mercado – glicerina bruta e destilada – as exportações de setembro foram de: 13,5 mil toneladas do produto destilado e 57,6 mil toneladas de bruto.

Em julho, o Brasil embarcou um pouco mais de 67,5 mil toneladas de glicerina – seu maior volume até agora. Apenas dois meses mais tarde já temos um novo recorde. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o país mandou para o exterior mais de 71,1 mil toneladas do principal coproduto da indústria do biodiesel. Subindo em cerca de 5,4% o teto para o segmento.

Foi a primeira vez que a glicerina bateu a marca das 70 mil toneladas exportadas num único mês. Isso acontece 8 meses depois do mercado ter superado a barreira das 60 mil toneladas.

Dividida entre os dois segmentos do mercado – glicerina bruta e destilada – as exportações de setembro foram de: 13,5 mil toneladas do produto destilado e 57,6 mil toneladas de bruto.

A glicerina brasileira chegou a 43 países em setembro; sendo que a China foi o nosso principal consumidor do produto nacional com 77,7% de participação sobre o total. A liderança do gigante asiático, contudo, se deve à glicerina bruta onde teve participação maior que 92,5% enquanto os outros 7,5% se dividem entre outros 6 países.

Na glicerina destilada, a dependência do Brasil em relação ao mercado chinês é bem menor. Em setembro, a Holanda liderou a demanda pelo produto nacional com uma fatia de 22,7% enquanto a China teve 14,9%. O pódio é completado pelo Egito que teve
respeitáveis 12,4%

Maior em 2 anos

O aumento do volume permitiu que os exportadores atingissem seu melhor resultado financeiro mensal em praticamente dois anos. Somando tudo, a glicerina rendeu US$ 21,8 milhões ao país – maior valor mensal desde outubro de 2022.

Convertido para reais pela taxa de câmbio média do período, esse valor se transforma em R$ 121 milhões.

O resultado foi ajudado por uma certa recuperação nos preços da glicerina. Embora os valores atuais sigam eclipsados pelos que eram praticados em 2022, os preços da glicerina bruta vêm subindo de forma consistente desde fevereiro tendo acumulado mais de 21,4% de alta nos últimos 7 meses.

Em setembro, o produto foi negociado, em média, atingiu a marca de US$ 251,38 por tonelada.

Embora tenha começado depois, também há um movimento de alta no mercado de glicerina destilada. O valor médio da tonelada dessa classe de produto fechou o mês passado em US$ 541,59 – alta de 2,5% sobre o mês agosto – fazendo deste o terceiro mês seguido de valorização do produto que já soma 5,7% de alta.

Parcial

Na parcial, já temos 523 mil toneladas de glicerina exportada. Isso já basta para que o ano de 2024 figure como o segundo mais exportador da história atrás apenas de 2023 e suas 566,5 milhares de toneladas.

Faltando ainda um trimestre para o fechar as contas do ano, dificilmente deixaremos de ter um novo recorde anual. Considerando apenas as exportações entre janeiro até setembro, o resultado do ano atual está mais de 27% a frente do apurado em 2023.

Esse crescimento, contudo, está vindo com menos valor agregado. Em 2024, glicerina destilada representou menos de 16,9% das exportações totais. O que faria deste o ano de menor participação para o produto desde 2014. Em 2020, a glicerina destilada teve uma fatia maior que 32,1% no total das exportações brasileiras.

A queda não é só de participação relativa. Também em termos absolutos, o Brasil vem exportando menos glicerina destilada. De 112 mil toneladas em 2020 – teto para este segmento – até menos de 88,4 mil toneladas agora.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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