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Brasil volta a bater recorde de exportação de glicerina

Embarques do coproduto em julho superaram a marca de 67,5 mil toneladas, abrindo mais de 7,8% de vantagem para o recorde anterior

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Passados cinco meses desde a implementação do B14, o Brasil tem – finalmente – um novo recorde de exportação de glicerina. Em julho, os embarques do coproduto do setor de biodiesel somaram 67,5 mil toneladas. O volume supera o recorde fixado em janeiro passado, quando mais de 62,6 mil toneladas da substância foram vendidas pelo país, com um aumento de 7,8%.

Dentro do paradigma tecnológico atual das usinas de biodiesel, da matéria-prima total que entra nos reatores, cerca de 9 partes terminam como biodiesel e 1 parte sai como glicerina. Qualquer aumento na produção de biodiesel, portanto, leva a um aumento proporcional na geração de glicerina.

Daí que, após a adoção do B14 em março, o mais natural seria vermos um aumento rápido no volume de glicerina exportada. Quando da adoção do B12, em abril do ano passado, o primeiro recorde chegou dois meses depois, com 55,3 mil toneladas em junho do ano passado. O B12 renderia ainda quatro outros recordes de exportação.

As coisas foram mais lentas para o B14. Embora as exportações tenham subido, em média – indo de menos de 52 mil toneladas no período do B12 para mais de 53,1 mil toneladas até o mês passado –, as exportações só foram engatar a segunda marcha agora.

Passados cinco meses desde a implementação do B14, o Brasil tem – finalmente – um novo recorde de exportação de glicerina. Em julho, os embarques do coproduto do setor de biodiesel somaram 67,5 mil toneladas. O volume supera o recorde fixado em janeiro passado, quando mais de 62,6 mil toneladas da substância foram vendidas pelo país, com um aumento de 7,8%.

Dentro do paradigma tecnológico atual das usinas de biodiesel, da matéria-prima total que entra nos reatores, cerca de 9 partes terminam como biodiesel e 1 parte sai como glicerina. Qualquer aumento na produção de biodiesel, portanto, leva a um aumento proporcional na geração de glicerina.

Daí que, após a adoção do B14 em março, o mais natural seria vermos um aumento rápido no volume de glicerina exportada. Quando da adoção do B12, em abril do ano passado, o primeiro recorde chegou dois meses depois, com 55,3 mil toneladas em junho do ano passado. O B12 renderia ainda quatro outros recordes de exportação.

As coisas foram mais lentas para o B14. Embora as exportações tenham subido, em média – indo de menos de 52 mil toneladas no período do B12 para mais de 53,1 mil toneladas até o mês passado –, as exportações só foram engatar a segunda marcha agora.

Esse salto se deveu unicamente à aceleração dos embarques de glicerina bruta, que aumentaram quase 40% entre junho e julho, aproximando-se da marca de 57,7 mil toneladas exportadas. Já a glicerina destilada recuou 3,7%, ficando com 9,38 mil toneladas.

Dessa forma, o produto destilado – que tem maior valor agregado – teve participação menor, de 14,6%, no total exportado. É a menor fatia para o produto desde janeiro.

Maior em 21 meses

O aumento no volume embarcado fez com que os exportadores faturassem US$ 18,6 milhões com a venda de glicerina. Esse foi o melhor resultado para o segmento nos últimos 21 meses, mas ainda muito distante dos mais de US$ 40 milhões que o Brasil chegou a faturar com o coproduto no auge do mercado em meados de 2022.

Do total mais recente, US$ 13,5 milhões vieram da glicerina bruta, enquanto os outros US$ 5,13 milhões vieram da venda de glicerina destilada.

O motivo de o recorde de volume não se traduzir em mais faturamento está no preço do produto, que segue uma trajetória de relativa estabilidade após a montanha-russa que viveu entre 2021 e 2022.

Destinos

A maior parte desse aumento nas exportações foi causada pela demanda chinesa. Em julho, o país asiático absorveu 54,6 mil toneladas – 81% – do total de glicerina que foi exportada pelo Brasil. Foram cerca de 8,86 mil toneladas além do montante do mesmo período de 2023.

Contudo, o Brasil também aumentou suas exportações para a Europa. Na comparação anual, os países do Velho Mundo elevaram suas compras de glicerina brasileira em mais de 50%, somando 5,75 mil toneladas – com destaque para a Letônia, que ficou com 3,19 mil toneladas, e a Holanda, com 1,40 mil toneladas.

A Europa também foi o maior mercado para nossa glicerina destilada, recebendo mais de 3,35 mil toneladas – cerca de um terço do total exportado dessa classe de produto.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com 

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