Com 55,3 mil toneladas embarcadas em junho, vendas externas do coproduto fecharam a 1ª metade do ano com 252,2 mil toneladas contabilizadas
Depois de uma derrapada feia no começo deste ano, a participação do Brasil no mercado global de glicerina foi se recuperando de forma consistente mês a mês. Esse esforço foi coroado no mês de junho quando, pelas contas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mais de 55,3 mil toneladas da substância saíram do país.
É um novo recorde mensal para o principal coproduto da indústria do biodiesel. Se passaram quase 3 anos desde a última vez que o Brasil exportou um volume comparável de glicerina.
Em relação ao 1S do ano passado, os embarques totais de glicerina se expandiram em 11%.
Depois de uma derrapada feia no começo deste ano, a participação do Brasil no mercado global de glicerina foi se recuperando de forma consistente mês a mês. Esse esforço foi coroado no mês de junho quando, pelas contas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mais de 55,3 mil toneladas da substância saíram do país.
É um novo recorde mensal para o principal coproduto da indústria do biodiesel. Se passaram quase 3 anos desde a última vez que o Brasil exportou um volume comparável de glicerina.
Graças a esse sprint na reta final, o Brasil também bateu recorde de exportações para um 1º semestre (1S) nesses 27 anos de histórico oficial. De janeiro a junho, mais de 252,2 mil toneladas de glicerina foram vendidas ao exterior, sendo 188,9 mil toneladas (74,9%) de glicerina bruta e 63,3 mil toneladas (25,1%) de glicerina destilada.
Em relação ao 1S do ano passado, os embarques totais de glicerina se expandiram em 11%.
A China foi responsável por absorver 77,3% das exportações brasileiras no semestre. No caso da glicerina bruta praticamente quase todo o volume – 91,3% – exportado pelo Brasil teve o gigante asiático como destino. No caso do produto destilado, a liderança chinesa é bem menor com uma participação de 35,4% do total.
A principal porta de saída do produto foi o Porto de Santos. De lá saíram 121,6 mil toneladas do produto com destinos no exterior.
Faturamento
A melhora no volume exportado garantiu que, em junho, as vendas de glicerina rendessem US$ 16,9 milhões – cerca de R$ 81,9 quando convertido pela taxa de câmbio média do mês passado. Em dólares, este foi o melhor resultado mensal dos últimos 8 meses.
Esse avanço sozinho, contudo, não basta para que o mercado volte a demonstrar a pujança que já teve. No acumulado do semestre, as vendas de glicerina renderam US$ 73,4 milhões – US$ 33,9 milhões oriundos da glicerina destilada e US$ 39,5 milhões do produto bruto – o que representa apenas um terço do que o mercado movimentou no 1S do ano passado.
Até a metade de 2022, as exportações haviam rendido perto de US$ 221 milhões às usinas, cujos ganhos foram favorecidos por um ciclo bastante longo e robusto de altas que atingiu seu pico justamente em meados do ano passado.
De lá para cá, os preços despencaram. No caso da glicerina bruta – que tem maior volume – os valores caíram quase 80% entre ao longo do segundo semestre de 2022. O mercado só foi se estabilizar depois da virada do ano e até vem apresentando uma tendência modesta de recuperação.
Desde janeiro, os preços da glicerina bruta já se valorizaram 42,2% chegando a US$ 241,78 por tonelada em junho. Já os preços da glicerina destilada, depois de um primeiro movimento de retomada, voltaram a patinar e fecharam o último mês valendo US$ 538,90
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com