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Exportação de glicerina têm pior resultado mensal em mais de 3 anos e meio

Volume do coproduto embarcado em fevereiro caiu abaixo do patamar de 30 mil toneladas

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Um passo para frente e, agora, um passo para trás. Foi assim que – em resumo – o mercado externo de glicerina se saiu ao longo do primeiro bimestre de 2023. Segundo os dados mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em fevereiro a demanda internacional pelo principal coproduto do setor de biodiesel teve seu pior desempenho mensal em mais de três anos e meio.

No total, as vendas para o exterior foram de 29,6 mil toneladas – 22,3 mil toneladas de glicerina bruta e 7,3 mil toneladas de glicerina destilada. A última vez que a demanda externa pelo produto nacional ficou abaixo do patamar das 30 mil toneladas tinha sido em junho de 2019.

Um passo para frente e, agora, um passo para trás. Foi assim que – em resumo – o mercado externo de glicerina se saiu ao longo do primeiro bimestre de 2023. Segundo os dados mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em fevereiro a demanda internacional pelo principal coproduto do setor de biodiesel teve seu pior desempenho mensal em mais de três anos e meio.

No total, as vendas para o exterior foram de 29,6 mil toneladas – 22,3 mil toneladas de glicerina bruta e 7,3 mil toneladas de glicerina destilada. A última vez que a demanda externa pelo produto nacional ficou abaixo do patamar das 30 mil toneladas tinha sido em junho de 2019.

Essa queda foi bastante repentina. Apenas um mês antes, o volume exportado havia sido de 46,5 mil toneladas fazendo janeiro de 2023 o melhor resultado num histórico que vem desde 1997. 

 Ao longo dos últimos 5 anos, o volume médio mensal de glicerina exportada pelo Brasil beirou 39,1 mil toneladas.

Relativamente, a queda foi maior no segmento da glicerina destilada cuja exportação recuou 43,8% entre janeiro e fevereiro – de 13 para 7,3 mil toneladas. Já os embarques de glicerina bruta foram de 22,3 mil toneladas, o que significa uma queda de praticamente um terço na demanda externa.

Contração chinesa

A principal razão para essa desaceleração nas vendas externas da glicerina brasileira foi uma redução nas importações da China. Principal mercado global para o produto, as aquisições dos compradores chineses caíram quase 10,7 mil toneladas – 32,1% – do primeiro para o segundo mês do ano.

Apesar dessa queda a China aumentou sua participação no mercado. Em fevereiro, as compras chinesas representaram 76,3% do mercado brasileiro. Apenas um mês antes a fatia era de 71,6%.

Isso aconteceu porque não foi só a China que perdeu interesse no produto nacional.

O segundo e o terceiro maiores compradores de glicerina brasileira de janeiro – a Holanda e a Tailândia – também tiveram quedas de aproximadamente 52% e 73% em fevereiro.

No geral também houve uma queda no número de países que receberam glicerina brasileira. De 47 em janeiro para 42 em fevereiro.

Faturamento

Com a queda no volume de glicerina exportada, os ganhos no mercado do coproduto também recuaram consideravelmente. 

 Em fevereiro os ganhos foram de US$ 7,95 milhões. Com isso, os ganhos em dólares retrocederam para níveis que não eram vistos desde abril de 2020.

Os ganhos mensais com a exportação de glicerina estão em queda livre desde maio de 2022, quando o mercado movimentou excepcionais US$ 41,3 milhões.

Lado positivo

A despeito dos números pouco favoráveis, fevereiro terminou com pelo menos uma boa notícia para os exportadores. A tendência de queda nos preços da glicerina parece estar – finalmente – chegando ao final depois de muitos meses.

O preço da glicerina bruta teve alta de 7,5% fechando o mês em US$ 183,06 por tonelada. No mesmo período a glicerina destilada avançou 19,3% indo para US$ 527,75.

Essa é a primeira alta nas cotações médias da glicerina exportada pelo país desde meados do ano passado.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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