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Mercado exportador de glicerina abre o ano com demanda aquecida

Volume do coproduto exportado em janeiro foi o quinto maior no histórico registrado pelo MDIC

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Este ano começou relativamente bom para os exportadores de glicerina. Ao menos no que diz respeito à demanda pelo produto nacional. No total, saíram do país um pouco mais de 46,5 milhares de toneladas do principal coproduto dos fabricantes de biodiesel. Isso torna janeiro o de 2023 a melhor abertura de ano nos registros mantidos pelo governo brasileiro desde 1997.

Além disso, é o quinto melhor mês da história perdendo para:
- agosto de 2020, com 52,2 mil toneladas;
- abril de 2021, com 51 mil toneladas;
- novembro de 2021, com 49,6 mil toneladas;
- outubro de 2022; com 49 mil toneladas;

Na comparação com janeiro do ano anterior, as exportações de glicerina foram cerca de 12% maiores do que em janeiro de 2021. Esse aumento foi puxado especialmente pela demanda de glicerina destilada cujas vendas avançaram quase 29% do ano passado para cá cravando 13 mil toneladas.

Este ano começou relativamente bom para os exportadores de glicerina. Ao menos no que diz respeito à demanda pelo produto nacional. No total, saíram do país um pouco mais de 46,5 milhares de toneladas do principal coproduto dos fabricantes de biodiesel. Isso torna janeiro o de 2023 a melhor abertura de ano nos registros mantidos pelo governo brasileiro desde 1997.

Além disso, é o quinto melhor mês da história perdendo para:
- agosto de 2020, com 52,2 mil toneladas;
- abril de 2021, com 51 mil toneladas;
- novembro de 2021, com 49,6 mil toneladas;
- outubro de 2022; com 49 mil toneladas;

Na comparação com janeiro do ano anterior, as exportações de glicerina foram cerca de 12% maiores do que em janeiro de 2021. Esse aumento foi puxado especialmente pela demanda de glicerina destilada cujas vendas avançaram quase 29% do ano passado para cá cravando 13 mil toneladas.

Já as exportações de glicerina bruta avançaram apenas 6,6% somando 33,5 mil toneladas.

Com isso, a participação da glicerina de maior valor agregado no total exportado pelo Brasil no primeiro mês de 2023 foi de 28%. O percentual é melhor que os 24,3% de janeiro de 2022, mas razoavelmente em linha com os números que o mercado vem apresentando pelo menos desde 2019.

Faturamento mais fraco

Embora a demanda do mercado externo continue firme, os ganhos para o setor já não são – nem de longe – tão expressivos quanto foram no ano passado. Em janeiro, as exportações de glicerina renderam US$ 11,9 milhões. Isso dá um pouco menos que R$ 62,1 milhões quando convertidos pela contação média da moeda norte-americana para o período.

Apenas um ano antes, os ganhos em dólar passavam dos US$ 35,9 milhões. O que, na época, representava mais de R$ 198,7 milhões.

Para além das variações no câmbio temos uma piora considerável na forma como o mercado externo remunera o produto brasileiro. Depois de ter surfado uma onda de valorização que se estendeu até meados do ano passado, os preços da glicerina – tanto a destilada quanto a bruta – estão passando por um período de ressaca.

Desde o pico das cotações até agora, a glicerina destilada perdeu 71,3% de seu valor enquanto a glicerina bruta acumula baixa de quase 80%. Em janeiro elas encerraram o mês valendo, respectivamente, US$ 479,45 e US$ 170,21.

Há, no entanto, um primeiro sinal de esgotamento nesse processo de baixa. Entre dezembro e janeiro, o preço da glicerina bruta teve queda de apenas 4,4% – a menor contração dos últimos 6 meses.

O maior comprador da glicerina brasileira foi a China que absorveu um total de 33,3 mil toneladas – 3,83 mil toneladas destilada e 29,5 mil toneladas de bruta – no mês de janeiro. Isso representa 71,6% de tudo o que o Brasil exportou.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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