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Vendas externas de glicerina superam 566 mil toneladas em 2023

Apesar de recorde no volume exportado o faturamento com as vendas do produto caiu 57,3% no ano passado

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Depois terem de ficado praticamente paradas em 2022, as exportações brasileiras de glicerina voltaram a deslancharam. De um ano para o outro, os embarques do principal coproduto do setor de biodiesel aumentaram em 16,6% – o maior crescimento anual desde 2018 –, atingindo a marca de 566,5 mil toneladas.

Foi tanta glicerina que, dos cinco meses mais exportadores da história do setor, quatro são de 2023. O recorde já estava garantido desde o novembro quando, o somatório das exportações havia batido a marca do meio milhão de toneladas embarcada, mas, ainda assim, o ano terminou devidamente embalado: em dezembro as exportações beiraram as 56,7 mil toneladas, superando – por pouco – as 56,1 mil toneladas de setembro.

Menor valor agregado

Esse aumento nas vendas, contudo, se concentrou apenas no segmento de glicerina bruta. O produto de menor valor agregado avançou 26,6% totalizando 448,2 mil toneladas comercializadas no ano passado.

Depois terem de ficado praticamente paradas em 2022, as exportações brasileiras de glicerina voltaram a deslancharam. De um ano para o outro, os embarques do principal coproduto do setor de biodiesel aumentaram em 16,6% – o maior crescimento anual desde 2018 –, atingindo a marca de 566,5 mil toneladas.

Foi tanta glicerina que, dos cinco meses mais exportadores da história do setor, quatro são de 2023. O recorde já estava garantido desde o novembro quando, o somatório das exportações havia batido a marca do meio milhão de toneladas embarcada, mas, ainda assim, o ano terminou devidamente embalado: em dezembro as exportações beiraram as 56,7 mil toneladas, superando – por pouco – as 56,1 mil toneladas de setembro.

Menor valor agregado

Esse aumento nas vendas, contudo, se concentrou apenas no segmento de glicerina bruta. O produto de menor valor agregado avançou 26,6% totalizando 448,2 mil toneladas comercializadas no ano passado.

Já a glicerina destilada caminhou na direção oposta. Em 2023, o mercado externo absorveu 118,3 mil toneladas – queda de 10,4% em relação ao volume registrado no ano anterior. Este foi o terceiro ano de queda nas vendas fazendo desta a menor quantidade do produto destilado a ser comercializada pelo Brasil desde 2018.

Essa queda derrubou a participação da glicerina destilada no pool das exportações brasileiras para baixo dos 20,9%. É a menor fatia do produto desde 2017.

Sem sustentação

Após o colapso espetacular nos preços da glicerina no segundo semestre de 2022, a glicerina destilada tem tido mais dificuldades para voltar a encontrar sustentação no mercado.

Depois do começo do último ano, o produto chegou a ensaiar uma recuperação e se valorizou 21,1% no primeiro trimestre. Entretanto, esse processo foi abortado depois de março e os preços voltaram a cair de forma consistente e, em dezembro, chegaram a US$ 475,98 – o menor valor em dólares desde outubro de 2020.

No caso da glicerina bruta, os preços vêm, ao menos, se mostrando mais estáveis e caminhando praticamente de lado desde junho último. Em dezembro, os preços ficaram em US$ 221,41.

Com os preços mais baixos, o recorde de volume não se converteu em aumento de faturamento para as usinas. No total, as exportações renderam US$ 158,7 milhões. São cerca de R$ 789,3 milhões.

Ainda mais concentrado

Embora a China seja – com folga – o maior comprador de glicerina brasileira desde pelo menos 2008, a liderança chinesa atingiu seu maior patamar em nove anos. Em 2023, o mercado chinês absorveu mais de 80,4% de todo o produto exportado pelo Brasil.

A maior economia da Ásia absorveu um total de 455,7 mil toneladas de glicerina brasileira. Num longínquo segundo lugar está a Estônia com 13,9 mil toneladas.

No ano passado, a glicerina brasileira chegou a um total de 70 países.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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