Vendas internacionais do principal coproduto da indústria do biodiesel somaram 580 mil toneladas do começo do ano até outubro
Outubro pode não ter sido um mês tão positivo para as exportações de glicerina. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o país embarcou 57,1 mil toneladas de glicerina, o que representa uma queda de quase 20% em relação às mais de 70 mil toneladas vendidas no mês anterior.
Contudo, foi justamente o volume registrado no mês passado que confirmou – de forma antecipada – um novo recorde para o país. De janeiro a outubro, as vendas externas do principal coproduto da indústria brasileira de biodiesel superaram a marca de 580,1 mil toneladas, abrindo 2,4% de vantagem sobre as 566,5 mil toneladas exportadas em todo o ano passado.
Em setembro, a parcial ainda estava abaixo das 523 mil toneladas.
Outubro pode não ter sido um mês tão positivo para as exportações de glicerina. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o país embarcou 57,1 mil toneladas de glicerina, o que representa uma queda de quase 20% em relação às mais de 70 mil toneladas vendidas no mês anterior.
Contudo, foi justamente o volume registrado no mês passado que confirmou – de forma antecipada – um novo recorde para o país. De janeiro a outubro, as vendas externas do principal coproduto da indústria brasileira de biodiesel superaram a marca de 580,1 mil toneladas, abrindo 2,4% de vantagem sobre as 566,5 mil toneladas exportadas em todo o ano passado.
Em setembro, a parcial ainda estava abaixo das 523 mil toneladas.
Só para a glicerina bruta
O recorde é válido apenas para a glicerina bruta. As exportações dessa categoria de menor valor agregado alcançaram cerca de 480,5 mil toneladas, contra as aproximadamente 448,2 mil toneladas em 2023. Em outubro, mais 45,8 mil toneladas do produto deixaram o país.
No caso da glicerina destilada, porém, o desempenho do mercado tem sido mais modesto. Com as 11,3 mil toneladas embarcadas em outubro, a parcial do ano chegou a 99,7 mil toneladas. Ainda falta um bom caminho para que o mercado consiga, ao menos, igualar as 118 mil toneladas exportadas no ano passado.
Para garantir um recorde também nessa categoria, seria necessário que os exportadores realizassem um sprint improvável, alcançando as 147,2 mil toneladas de glicerina destilada registradas em 2020.
Demanda concentrada
As exportações brasileiras de glicerina são altamente dependentes da demanda da China. Em outubro, a segunda maior economia do mundo absorveu exatamente 76% da glicerina exportada pelo Brasil.
Esse peso do mercado chinês é ainda maior na glicerina bruta, onde representou 90,5% das vendas. Além da China, apenas outros sete países receberam alguma carga do produto nacional.
Já o mercado de glicerina destilada é muito mais diversificado, alcançando 41 países. Nesse segmento, a China também lidera, sendo responsável por 17,1% das vendas, seguida pela Rússia, com 15,9%.
Faturamento
Em outubro, as vendas de glicerina geraram US$ 18,7 milhões para a economia brasileira, o que equivale a cerca de R$ 105 milhões. Foram US$ 6,17 milhões faturados com a glicerina destilada e US$ 12,5 milhões com a glicerina bruta.
O resultado foi impulsionado por uma valorização substancial no valor médio da glicerina bruta. Em outubro, os importadores pagaram, em média, US$ 272,60 por tonelada – uma alta de 8,4% em relação ao valor de setembro.
Essa é a maior cotação para o produto desde novembro de 2023.
Já o preço da tonelada de glicerina destilada teve uma alta mais modesta – 0,8% – atingindo US$ 545,94 por tonelada, a melhor cotação desde maio de 2023.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com