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Autorizações

ANP publica novas autorizações de construção e ampliação


BiodieselBR.com - 02 mai 2012 - 12:40 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53
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Com a proximidade do novo leilão de biodiesel e o novo marco regulatório à vista, o mercado produtor parece estar retomando o ímpeto investidor. No dia 20 do mês passado, a capacidade produtiva do setor cresceu em 110 milhões de litros graças aos investimentos da Grupal, Biopar do Paraná e SSIL. Hoje é a vez de Noble, Bio Óleo e Cooperbio darem passos na mesma direção – juntas, as três usinas vão colocar no mercado mais 342 milhões de litros.

Há um bom tempo que o mercado sabe que a Noble, gigante do setor de commodities de origem chinesa, pensava em instalar uma unidade de produção de biodiesel no Brasil. Em junho passado, a empresa havia iniciado a construção de um complexo industrial na cidade de Rondonópolis (MT) que deveria incluir uma usina de biodiesel.

Hoje, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou uma autorização de construção em nome da Noble. A usina terá capacidade produtiva de 248,4 milhões de litros por ano. A empresa ainda precisa conseguir as autorizações de operação, de comercialização e o registro na receita federal, mas isso deverá colocá-la na 7ª posição do ranking das maiores usinas de biodiesel do país.

Embora mais discretas que a concorrente chinesa, Cooperbio e Bioóleo também estão crescendo bastante. Ambas instaladas em Cuiabá (MT).

Hoje uma das menores usinas de biodiesel do país – com apenas 3,6 milhões de litros por ano –, a Bio Óleo sonha com voos bem maiores. Em janeiro passado, a empresa foi autorizada a ampliar sua capacidade produtiva para 54 milhões de litros e, agora, obteve a autorização de operação. Com isso ela irá da 58ª para a 36ª posição do ranking nacional.

Já na Cooperbio a meta de crescimento é bem mais modesta. A usina é capaz de fabricar 122,4 milhões de litros e deverá ir para 165,6 milhões de litros. Será o suficiente para ela chegar à 17ª posição. A empresa conseguiu que a ANP publicasse simultaneamente as autorizações de construção e operação para a nova capacidade.

Ambas ainda dependem da emissão da autorização de comercialização para poderem participar dos leilões com a capacidade ampliada.
 
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com