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Representantes do setor pedem que importação de biodiesel seja adiada

Biocombustível importado poderá ser contabilizado para o cumprimento da mistura obrigatória a partir da virada do ano

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Representantes do setor de biodiesel ainda têm esperanças de convencer a ANP a adiar a abertura do mercado nacional às importações. Na tarde desta segunda-feira (12), uma delegação da indústria esteve na sede da agência reguladora no Rio de Janeiro (RJ) para tratar desse assunto.

O grupo era formado por representantes das 3 associações do setor – Abiove, Aprobio e Ubrabio – e da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio). Pelo lado da ANP, participaram do encontro a diretora Symone Christine de Santana Araújo e o diretor-geral Rodolfo Henrique de Saboia.

Na reunião, o setor cobrou que a ANP faça um estudo sobre possíveis impactos provocados pela abertura das importações de biodiesel à indústria nacional antes de efetivamente passar a permitir que o produto importado possa ser contabilizado para o cumprimento da mistura obrigatória.

Representantes do setor de biodiesel ainda têm esperanças de convencer a ANP a adiar a abertura do mercado nacional às importações. Na tarde desta segunda-feira (12), uma delegação da indústria esteve na sede da agência reguladora no Rio de Janeiro (RJ) para tratar desse assunto.

O grupo era formado por representantes das 3 associações do setor – Abiove, Aprobio e Ubrabio – e da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio). Pelo lado da ANP, participaram do encontro a diretora Symone Christine de Santana Araújo e o diretor-geral Rodolfo Henrique de Saboia.

Na reunião, o setor cobrou que a ANP faça um estudo sobre possíveis impactos provocados pela abertura das importações de biodiesel à indústria nacional antes de efetivamente passar a permitir que o produto importado possa ser contabilizado para o cumprimento da mistura obrigatória.

Alta ociosidade

Em nota divulgada em suas redes sociais, o superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski, disse que o grupo também solicitou que a abertura do mercado seja adiada para o próximo ano e reforçou que a medida poderia prejudicar o setor produtivo que vem sofrendo com altos níveis de ociosidade desde o maio do ano passado quando o governo Bolsonaro passou a reduzir a mistura obrigatória de biodiesel no diesel fóssil como parte de um esforço para tentar conter pressões inflacionárias.

Embora tenha sido anunciada como “temporária”, a medida foi renovada várias vezes. A mais recente delas em 21 de novembro quando o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu prorrogar a vigência do B10 até março que vem.

A liberação das importações está prevista numa resolução do CNPE aprovada no final de 2020. A mesma que acabou com os leilões públicos de biodiesel.

Representantes do setor já apontaram que um dos maiores exportadores de biodiesel do mundo, a Argentina, acumula acusações de dumping por parte da União Europeia, Estados Unidos e Peru.

Segundo o relato de Tokarski, o diretor-geral, Henrique de Saboia, se comprometeu a que a ANP fará uma análise mais aprofundada do assunto.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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