Leilões de biodiesel

Petrobras pode deixar de intermediar leilão de biodiesel no futuro


Valor Econômico - 11 mai 2012 - 18:01 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

O secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida, disse hoje a Petrobras pode deixar de intermediar as negociações nos leilões de compra e venda de biodiesel a partir do amadurecimento desse mercado.

De acordo com o secretário, o governo tende a buscar novas modalidades de leilões que valorizem a participação dos agentes privados. Atualmente, a negociação do biocombustível ocorre por intermediação da Petrobras e pode, segundo ele, deixar de contar com a intervenção direta da estatal, a exemplo do que aconteceu no mercado brasileiro de etanol.

Atualmente, a participação da Petrobras cumpre a algumas finalidades. O secretário citou o exemplo da garantia de cumprimento da mistura e de outras questões tributárias.

Neste sentido, Almeida disse que uma das primeiras iniciativas foi tomada hoje com a publicação de mudanças no Diário Oficial da União (DOU). “Este novo modelo permite que os agentes de mercado participem mais deste processo”, disse Almeida.

As novas regras valerão já para o próximo leilão, marcado para junho. Até agora, a Petrobras fazia a primeira compra do biodiesel dos produtores baseada na oferta de menor preço e no fator logístico. Em seguida, vendia para as distribuidoras no “releilão”.

Agora, a Petrobras continuará fazendo a compra do biodiesel, mas considerando o pedido qualificado das distribuidoras, com base em critérios de preço, logística e qualidade do combustível. Portanto, o modelo deverá valorizar os fornecedores mais eficientes, com produtos de melhor qualidade, entrega pontual e melhor preço. “Entendo que a nova regra vai favorecer o bom produtor”, afirmou Almeida.

O secretário do Ministério de Minas e Energia acredita que, passada a fase de adaptação dos agentes às novas regras, deverá haver uma queda de preços. “Há uma clara tendência de redução de preços para o consumidor. Talvez, não neste primeiro momento”, afirmou.

Rafael Bitencourt

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