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Movimentação financeira no L71 tem recorde tímido

Estreia do B12 não ajudou a alavancar os preços médios do biodiesel durante a disputa que se encerrou nessa sexta-feira

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Pode não ter sido a festa que as usinas estavam esperando. Mesmo assim, foi recorde. Quando o leiloeiro encerrou as negociações do 71º Leilão de Biodiesel desta sexta-feira (07), o processo já havia movimentado um pouco mais que R$ 3,4 bilhões. São cerca de R$ 110 milhões – 3,3% – a mais do os R$ 3,29 bilhões do L69.

Pode não ter sido a festa que as usinas estavam esperando. Mesmo assim, foi recorde. Quando o leiloeiro encerrou as negociações do 71º Leilão de Biodiesel desta sexta-feira (07), o processo já havia movimentado um pouco mais que R$ 3,4 bilhões. São cerca de R$ 110 milhões – 3,3% – a mais que os R$ 3,29 bilhões do Leilão 69.

O valor é relativamente modesto para um leilão tão tinha tudo a seu favor. Além da estreia do B12 como novo piso da mistura obrigatória; o L71 teve os maiores PMRs da história. Na fase de ofertas, as usinas adotaram um comportamento relativamente moderado. Na média, elas fixaram o preço do metro cúbico em R$ 2.911,73. Bem abaixo dos mais de R$ 4.100 que poderiam pedir se quisessem.

No fim das contas, as distribuidoras vão desembolsar uma média de R$ 3,027,23 por cada metro cúbico do biodiesel que compraram ao longo dos três últimos dias. Esse valor está abaixo dos R$ 3.037,36 que elas pagaram no certame anterior.

Menor que o B11

Se houve recorde no faturamento, o mesmo não pode ser dito do volume negociado. As distribuidoras arremataram 1.123,2 milhares de m³, uma quantidade que está 2,9% abaixo da que foi apurada no L68 – somadas as etapas regular e complementar do concorrido processo que marcou a chegada do B11.

 

 

No L71, a Etapa 5 recuperou um pouco da proeminência que tinha perdido desde a estreia do B11. Na segunda rodada, as distribuidoras compraram 70,2 milhões de litros de biodiesel. Isso equivale a 6,2% do volume total.

Isso porque os preços caíram consideravelmente na Etapa 5. O valor médio pago pelas distribuidoras por suas compras nessa rodada do leilão foi de R$ 2.880,17 – 4,5% menos que na Etapa 3.

Destaques

– O L71 totalizaram 1.123,2 mil m³ em compras de biodiesel;
– Foram 1.052,9 mil m³ na Etapa 3 e mais 70,2 mil m³ na Etapa 5;
– Dos cerca de 1.271,3 mil m³ ofertados, sobraram 148 mil m³ para atender à demanda do mercado autorizativo e dos estoques;
– Na média o biodiesel valerá R$ 3.027,23 pelo metro cúbico de biodiesel
– O L71 poderá movimentar R$ 3,4 bilhões;
– Das 42 usinas que participaram da disputa, 19 liquidaram suas ofertas;
– Deste grupo, 9 usinas venderam 100% da capacidade bimestral instalada;
– Em termos de volume vendido, a BSBios de Marialva foi a grande vencedora da rodada com quase 69 mil m³ arrematados por R$ 3.004,47 o m³ gerando renda de R$ 207,3 milhões;
– A BSBios também foi a campeã entre as empresas do setor com vendas de 117 mil m³ e um faturamento de R$ 351,4 milhões;
– O biodiesel mais caro foi da Unibras que recebeu R$ 3.325,00 por m³;
– Já o mais barato coube à Granol de Cachoeira do Sul que foi arrematado por R$ 2.825,00 por m³;
– A Bio Óleo terminou a rodada sem vender nenhum biodiesel ficando com uma oferta de 3 mil m³ encalhada;
– O Rio Grande do Sul foi o estado que mais vendeu com 281,1 mil m³;

O resultado completo do L71 pode ser conferido clicando aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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