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L68 bate recorde tanto em volume e quanto em faturamento

Leilão de estreia do B11 levou o mercado de biodiesel a um novo patamar

BiodieselBR.com 5 min de leitura

O L68 foi tudo o que o setor poderia esperar. E um pouco mais! Para começar, nele foram batidos os recordes de demanda e de faturamento. O que não chega a ser uma completa surpresa uma vez que ele marca a estreia do B11 como nova mistura obrigatória do mercado brasileiro. O que não era esperado foi o fato de que, pela primeira vez na história do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), as distribuidoras arremataram virtualmente todo o biodiesel que havia sido colocado à venda.

O L68 foi tudo o que o setor poderia esperar. E um pouco mais! Para começar, nele foram batidos os recordes de demanda e de faturamento. O que não chega a ser uma completa surpresa uma vez que ele marca a estreia do B11 como nova mistura obrigatória do mercado brasileiro. O que não era esperado foi o fato de que, pela primeira vez na história do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), as distribuidoras arremataram virtualmente todo o biodiesel que havia sido colocado à venda.

No total, foram comprados 1.138,4 mil m³ de biodiesel frente a uma oferta de 1.140,9 mil m³. As aquisições chegaram a 99,8% do volume colocado à venda pelos fabricantes. Até hoje o leilão que tinha chegado mais perto disso tinha sido o L61, onde 96,9% das ofertas foram adquiridos.

Não quer dizer, necessariamente que esteja faltando biodiesel no mercado. Embora sem muita folga, as projeções indicavam que o volume ofertado pelas usinas estava ajustado à demanda. A procura foi maior porque, pela primeira vez, as distribuidoras poderão vender misturas maiores que a obrigatória.

A Resolução 16/2018 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) garante às distribuidoras o direito de adicionar até 15% de biodiesel ao diesel mineral à seu próprio critério.

Etapa 3

Praticamente todo esse biodiesel foi comprado durante a Etapa 3. O processo durou dois dias praticamente inteiros – ele foi aberto às 10h desta quarta-feira (14) e só encerou às 20h30 de ontem (15) – e negociou 1.135,8 mil m³ de biodiesel deixando parcos 5 mil m³ sem dono definido.

Mesmo assim, as distribuidoras compraram mais de metade do biodiesel ainda disponível. A Etapa 5 teve 2,55 mil m³ em aquisições. Sobrara apenas 2,47 mil m³ de biodiesel que não foram vendidos – 24 m³ da Bio Óleo, 500 m³ da Amazonbio e 1,9 mil m³ da Granol de Cachoeira do Sul.

Essas usinas terão mais uma chance de vender esses saldos no mercado autorizativo.

A procura das distribuidoras foi tão intensa que a ANP fará um leilão complementar]. É algo que não acontecia desde o L39 quando o governo julgou a oferta das usinas pequena em relação à demanda. Isso deverá elevar ainda mais os números do mercado de biodiesel durante o quinto bimestre.

Embora ainda não haja muitos detalhes sobre como esse leilão complementar será realizado, presumivelmente a formação dos estoques reguladores acontecerá só depois dele.

Ganhos

Tudo somado, o L68 vai movimentar, um pouco mais de R$ 3,28 bilhões. Por larga margem, o maior faturamento que o setor já viu num leilão bimestral.

 

 

Até agora, o melhor resultado obtido pelo setor tinha sido no L63 cuja movimentação financeira chegou perto dos R$ 2,74 bilhões. O resultado atual é 19,8% maior do que o recorde anterior. Em relação ao certame do bimestre anterior, o faturamento deu um salto de impressionantes 41,7%.

Em média, o m³ de biodiesel fechou o dia valendo R$ 2.881,88.

Destaques

– As compras de biodiesel durante L68 bateram recorde superando os 1.138,4 milhares de metros cúbicos;
– Praticamente todo esse volume foi comprado na Etapa 3, durante a qual foram arrematados 1.135,8 milhares de m³ de litros
– Com 2,55 mil m³ comprados, a Etapa 5 foi mero detalhe;
– Esse volume corresponde a 99,8% ao montante ofertado pelas usinas na Etapa 2;
– Sobraram apenas 2,47 mil m³ de biodiesel não vendidos;
– As distribuidoras pagarão uma média de R$ 2.881,88 por cada m³, fazendo com que a movimentação financeira do L68 seja de R$ 3,28 bilhões;
– Das 38 usinas que participaram da disputa, 35 liquidaram suas ofertas sendo que 10 delas se comprometeram com 100% da capacidade instalada;
– Nenhuma usina participante do certamente encerrou as Etapas 3 e 5 sem vender biodiesel;
– Entre as usinas individuais, a Granol de Anápolis foi a maior vendedora com 76 milhões de litros que poderão render R$ 223,5 milhões;
– Tudo somado, o Grupo BSBios foi o campeão de vendas com 117 milhões de litros e um faturamento potencial de superior a R$ 330 milhões;
– A Granol de Porto Nacional (TO) teve o biodiesel mais caro do leilão e vai receber R$ 3.072,40 por m³ em 20 milhões de litros, totalizando R$ 61,4 milhões;
– O produto mais barato coube à Amazonbio que vai receber R$ 2.739,00 e 2,5 milhões de litros;
– Com 316 milhões de litros, o Rio Grande do Sul foi o estado que mais vendeu biodiesel;

O resultado completo do L68 pode ser conferido clicando aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com 

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