Etapa 3 do processo terminou com 99,6% do volume ofertado pelas usinas arrematado. ANP vai realizar leilão complementar.
Embora o Leilão 68 ainda não esteja oficialmente encerrado, já dá para cravar que o B11 teve uma estreia bem-sucedida. Até demais! Pela primeira vez na história do setor, virtualmente todo o biodiesel que foi colocado à venda pelas usinas participantes foi arrematado pelas distribuidoras. Ao todo, mais de 1,13 bilhões de litros de biodiesel – o equivalente a 99,6% do volume ofertado na Etapa 2 – já tem dono definido. E isso apenas na Etapa 3 do processo, as distribuidoras ainda terão a chance de comprar 5 milhões de litros que ainda estão disponíveis na Etapa 5 que dever ser aberta na tarde de hoje (16).
Embora o Leilão 68 ainda não esteja oficialmente encerrado, já dá para cravar que o B11 teve uma estreia bem-sucedida. Até demais! Pela primeira vez na história do setor, virtualmente todo o biodiesel que foi colocado à venda pelas usinas participantes foi arrematado pelas distribuidoras. Ao todo, mais de 1,13 bilhões de litros de biodiesel – o equivalente a 99,6% do volume ofertado na Etapa 2 – já tem dono definido. E isso apenas na Etapa 3 do processo, as distribuidoras ainda terão a chance de comprar 5 milhões de litros que ainda estão disponíveis na Etapa 5 que dever ser aberta na tarde de hoje (16).
As negociações da Etapa 3 foram abertas regulamente às 10h00 desta quarta-feira (14) e só foram encerradas às 20h30 de ontem (15). No total, as compras se prolongaram por mais de 24 horas. E a demanda das distribuidoras seguia tão intensa que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) teve que intervir e anunciar um leilão complementar.
A única outra vez em que a ANP havia acionado esse mecanismo num leilão regular havia sido no L39. Naquela ocasião, contudo, o que motivou a medida excepcional foi a oferta das usinas considerada inadequada pelo governo federal frente num momento em que a demanda aumentaria por causa da adoção do B7.
A diferença, dessa vez, é que não deve faltar biodiesel para a mistura obrigatória. A demanda aquecida pode estar sendo causada pela possibilidade das distribuidoras passarem a vender misturas superiores aos 11% determinados em lei.
Oferta ajustada
Projeções feitas por BiodieselBR.com já indicavam que a oferta ficaria ajustada à demanda.
Logo que as compras foram abertas na quarta-feira, já ficou claro que distribuidoras estavam dispostas a comprar tanto biodiesel quanto possível. Em apenas 15 minutos, cerca de 291 milhões de litros já haviam sido arrematados – quase quatro vezes mais do que no L67. Às 16h55, a Etapa 3 do L68 já era a maior da história dos leilões de biodiesel com mais de 966,8 milhões de litros negociados.
Apenas com base nas compras feitas durante da Etapa 3, o L68 já é o maior leilão da história do PNPB. Ele supera em quase 12,7% os cerca de 1 bilhão de litros negociados no L61. E ainda teremos pela frente as vendas da Etapa 5, do mercado autorizativo, do estoque regulador e das rodadas complementares que ainda serão anunciadas.
Faturamento recorde
Com as distribuidoras interessadas em comprar mais biodiesel do que as usinas haviam colocado à venda, o preço médio do metro cúbico escalou para chegou a R$ 2.857,20 por m³, 14% acima do valor médio que as usinas haviam pedido na Etapa 2.
Acrescentando nesse valor, a margem de R$ 25 que a Petrobras cobra em cada m³ de biodiesel negociado, temos um preço final de R$ 2.882,20 o que garante uma movimentação financeira para o L68 de R$ 3,27 bilhões. É mais um recorde!
Em termos de faturamento, o L68 supera por uma margem de mais de 19,5% os R$ 2,73 bilhões que foram movimentados no L63.
Etapa 5 inexistente
Embora as regras da ANP autorizem as distribuidoras a comprarem até 284 milhões de litros na Etapa 5, na prática as aquisições terão que se limitar aos 5 milhões de litros que ainda restam de saldo da oferta das usinas.
Virtualmente não haverá negociação hoje.
Entre as usinas participantes da rodada, a maior vendedora foi a Granol de Anápolis com 76 milhões de litros arrematados na Etapa 3. O preço médio foi de R$ 2.941,24 por m³ o que garante um faturamento de até R$ 223,5 milhões no quinto bimestre.
Nada menos que 31 usinas venderam todo o biodiesel ofertado. Sendo que, destas, 10 esgotaram sua capacidade produtiva para todo o bimestre.
Saiba os preços de venda e volume de cada usina clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com