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Oferta de biodiesel no L68 é recorde, mas volume limita compras

Fabricantes que participaram do L68 ofertaram menos de 83% da capacidade instalada

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Nem a chegada do B11 e nem a chance das distribuidoras virem a comprar volumes de biodiesel superiores à mistura obrigatória ao da mistura obrigatória, fez com que a oferta no Leilão 68 crescesse muito. Encerrada a Etapa 2 do processo, foram colocadas à venda um pouco além de 1,14 bilhão de litros de biodiesel.

Nem a chegada do B11 e nem a chance das distribuidoras virem a comprar volumes de biodiesel superiores à mistura obrigatória ao da mistura obrigatória, fez com que a oferta no Leilão 68 crescesse muito. Encerrada a Etapa 2 do processo, foram colocadas à venda um pouco além de 1,14 bilhão de litros de biodiesel.

O volume não deixa de ser recorde. A rodada desta segunda-feira superou a oferta no Leilão 65 – antigo campeão – por uma margem de 1,5%. São 16,8 milhões de litros a mais.

Vale ressaltar, no entanto, que o volume efetivamente ofertado corresponde a 82,9% dos 1,37 bilhão de litros da capacidade das usinas que foram habilitadas pela ANP. Apesar de ser menor do que os 84,1% que ofertados no leilão do bimestre passado, este percentual está em linha com os apresentados nos últimos quatro certames.

 

 

Nada sequer parecido com o salto de 74% no L58 para 84,2% no L59 na relação entre capacidade habilitada e ofertas quando o mercado obrigatório registrou seu último aumento – indo do B8 para o B10.

Ineditismo

Em que pese o aumento do ano passado ter sido de inéditos dois pontos percentuais, a chegada do B11 no L68 também representa um ponto inédito na história do setor.

Pela primeira vez, as distribuidoras estão liberadas – pela Resolução 16/2018 do CNPE – para comprar mais biodiesel do que o obrigatório. A distribuidora que assim o desejar poderá vender até B15. Pelas contas de BiodieselBR.com, isso permitiria a venda de quase 300 milhões de litros de biodiesel a mais elevando a demanda de pouco menos de 1,1 para 1,4 bilhão de litros.

A despeito desse mercado potencial em aberto, as usinas parecem ter optado por uma estratégia mais conservadora até entenderem melhor como essa demanda adicional vai se materializar.

Mais caro

Se o aumento na demanda não estimulou o aumento da oferta de biodiesel, em compensação os preços se comportaram como esperado e subiram com força. Em média, as usinas estão pedindo R$ 2.504,75 por cada metro cúbico de biodiesel que colocaram a venda; aumento de quase 7,4% sobre o preço do bimestre anterior.

 

 

O aumento contradiz a pressão de baixa colocada pela ANP ao fixar os preços de referência do L68 no patamar mais baixo dos últimos 11 pregões.

Antevendo uma demanda mais aquecida, as usinas aceitaram um deságio de menos de 11,2% em seus valores finais. Bem menor que os 23,7% do L67.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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