ANP elevou o teto de preços do biodiesel em mais de 16% sobre os valores de referência do bimestre anterior
O 71º Leilão de Biodiesel ainda nem foi aberto e ele já bateu um recorde em pelo menos uma métrica importante: o biodiesel terá – de longe – o teto de preços mais elevado de toda história. Pela primeira vez os Preços Máximos de Referencia (PMRs) superaram a marca dos R$ 4000,00. Os valores foram definidos ontem pela Diretoria Colegiada da ANP e divulgados pela ANP no final da tarde dessa sexta-feira (31).
O 71º Leilão de Biodiesel ainda nem foi aberto e ele já bateu um recorde em pelo menos uma métrica importante: o biodiesel terá – de longe – o teto de preços mais elevado de toda história. Pela primeira vez os Preços Máximos de Referencia (PMRs) superaram a marca dos R$ 4000,00. Os valores foram definidos ontem pela Diretoria Colegiada da ANP e divulgados pela ANP no final da tarde dessa sexta-feira (31).
Em média, as usinas com Selo Combustível Social poderão pedir até R$ 4.144,00 por cada metro cúbico de biodiesel que ofertarem ao mercado. No caso de unidades sem o Selo, o valor cai para R$ 4.104,00. A alta em relação ao leilão do bimestre passado foi de mais de 16%.
As usinas do Nordeste com Selo Social poderão pedir até R$ 4.320,00 por m³ de biodiesel. No extremo oposto estão as usinas sem Selo o Centro-Oeste que poderão pedir até R$ 3.960,00.
Máxima renovada
No Leilão 70, os preços de referência já atingido seu maior nível desde o redesenho do sistema de comercialização de biodiesel no L26.
Os PMRs vinham caminhando de lado desde o L46. Ao longo de 23 leilões, os valores para as usinas com Selo variaram numa faixa entre R$ 3.378,00 (L52) e R$ 2.900,00 (L68).
A partir do L69, contudo, os valores dispararam. A alta acumula nesse meio tempo já beira os 43%. O reajuste mais recente é o maior já aplicado ela ANP entre dois leilões consecutivos.
Segundo o diretor da ANP Felipe Kury disse durante a reunião da diretoria do órgão, os motivos para essa nova alta foram à elevação das cotações das principais matérias-primas usadas pela indústria – sebo bovino e óleo de soja – e do aumento do dólar face ao real.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com