Volume negociado no leilão de biodiesel ficou 6,8% abaixo do registrado no bimestre passado. Faturamento ficou praticamente estável
Acabou rápido. Assim que o primeiro período da prorrogação acabou – às 15h04 – o Leilão 69 foi encerrado despois de ter comprado praticamente 24 mil m³. Cerca de 2,2% das vendas do processo. No total, as distribuidoras arremataram 1.061,2 mil m³ de biodiesel que será usado para atender o mercado compulsório durante o último bimestre deste ano. O volume ficou aproximadamente 6,8% menor do que primeiro certame do B11.
Acabou rápido. Assim que o primeiro período da prorrogação acabou – às 15h04 – o Leilão 69 foi encerrado despois de ter comprado praticamente 24 mil m³. Cerca de 2,2% das vendas do processo. No total, as distribuidoras arremataram 1.061,2 mil m³ de biodiesel que será usado para atender o mercado compulsório durante o último bimestre deste ano. O volume ficou aproximadamente 6,8% menor do que primeiro certame do B11.
Nem o fato das usinas com saldos a vender terem baixado consideravelmente seus preços durante a Etapa 4 bastou para despertar o apetite das distribuidoras. A Delta, por exemplo, chegou a cortar em R$ 510 o preço de sua usina de Cuiabá – de R$ 3.205,00 para R$ 2.670,00. Ao contrário do que aconteceu no bimestre passado quando a oferta das usinas foi virtualmente esgotada, ainda sobraram 84,6 milhões de litros de biodiesel não vendido que poderão ser representados no mercado autorizativo e no leilão de estoque.
Recorde
Apesar do volume menor, o valor total movimentado pelo pregão se manteve praticamente estável: R$ 3,29 bilhões. Quebrando por uma margem apertada – de 0,3% – o recorde do L68.
Isso quer dizer que as usinas conseguiram preços melhores por seu produto. Em média, as distribuidoras tiveram que desembolsar R$ 3.100,97 para comprar cada m³ de biodiesel. O valor foi 7,6% maior do que os R$ 2.881,88 de fechamento do L68.
Em parte explicado pelas reduções na Etapa 4, a amplitude nos preços do biodiesel foi grande. O produto mais caro foi vendido a R$ 3.328,35 por m³ enquanto o mais barato ficou em R$ 2.695,00. Uma diferença de quase 23,5%.
Destaques
– No total, as distribuidoras compraram 1.061,2 mil m³ de biodiesel durante o Leilão 69;
– Desse total, 1.037,2 mil m³ foram arrematados na Etapa 3 e outros 24 mil m³ na Etapa 5;
– O volume de biodiesel não comprado foi de 84,6 milhões de litros;
– As aquisições representam 92,6% da oferta das usinas que foi de 1.145,8 mil m³;
– O valor médio que será pago pelo m³ de biodiesel será de R$ 3.100,97;
– A movimentação financeira total do certame foi de R$ 3,29 bilhões;
– No total, 24 unidades produtivas conseguiram liquidar 100% de suas ofertas;
– Destes, 6 comprometeram toda a sua capacidade instalada bimestral;
– Além desses 6, a PBio de Candeias bateu na trave ao vender 99,4% de tudo o que consegue fabricar;
– A maior venda foi da Oleoplan de Veranópolis com 64 mil m³ negociados;
– Somando o resultado da usina de Iraquara, as vendas da Oleoplan chegam a 112 mil m³ colocando o grupo empresarial como maior vendedor do processo;
– Os ganhos da empresa no bimestre devem perto dos R$ 348,3 milhões;
– O maior preço foi de R$ 3.328,35 recebido pela PBio de Candeias por um lote de 36 mil m³;
– O menor foi o da estreante Delta de Cuiabá que vai ganhar R$ 2.695,00 para cada m³ vendido;
– Com 21,4 mil m³, a Delta de Cuiabá foi também a usina com o maior saldo de biodiesel não vendido;
– A usina que menos vendeu foi a Granol de Cachoeira do Sul com somente 84 m³ vendidos;
– O Rio Grande do Sul vendeu 286,1 mil m³ se tornando a principal fornecedora de biodiesel para o restante do pais;
O resultado completo do L69 pode ser conferido clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com