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Fim dos leilões: o que pensam usinas e distribuidoras

Saiba quem é contra e a favor do fim dos leilões e quais os motivos para defender suas posições

BiodieselBR.com 10 min de leitura

Os leilões de biodiesel fazem parte panorama do setor desde que o começo. Todo o biodiesel que chegou aos postos nesses anos todos, passou por um deles. Hoje, os pregões são feitos pela Petronect em um modelo onde as usinas definem o volume que querem vender e o preço mínimo que aceitam receber e as distribuidoras escolhem quanto e de quem querem comprar. Havendo disputa, elas vão pagando um ágio sobre o preço inicial da usina.

Há muitos anos, quem definia o volume a ser comprado era a ANP. As usinas que oferecessem o menor preço vendiam e, depois, as distribuidoras tinham que comprar o biodiesel dessas usinas em um releilão. E ainda houve o fator de ajuste logístico (FAL) e muitos outros detalhes que mudaram ao longo desses mais de 15 anos.

Mas uma figura que nunca saiu do meio dos leilões de biodiesel foi a Petrobras.

De saída

Ela sempre esteve intermediando esse comércio e, desde 2012, fornece o sistema eletrônico onde o leilão é realizado. Mas como nada é para sempre, a Petrobras já avisou que quer sair dessa função. E mesmo que não quisesse, ela está vendendo boa parte de suas refinarias, o que vai fazer com que ela, num futuro bem próximo, não seja mais a única fornecedora de diesel do país.

Isso quer dizer que os leilões precisarão mudar de um jeito ou de outro. Mas não é apenas uma mudança nos leilões que está no horizonte do setor. O fim do sistema atual também é uma possibilidade. Para discutir isso, o Ministério de Minas e Energia marcou uma reunião com o agentes do setor na próxima semana.

Ao saber dessa reunião, BiodieselBR.com entrou em contato com as três associações de biodiesel para saber se elas são favoráveis ou não ao fim dos leilões. E as três entidades foram unânimes: todas vão discutir o assunto com seus associados.

Mas como a reunião com o MME é no começo da próxima semana, BiodieselBR.com resolveu sondar diretamente as usinas para medir o que elas pensam. Para isso, entramos em contato com todas as 31 empresas que participaram do último leilão.

Ao todo, essas empresas possuem 42 usinas em todas as regiões do Brasil e são responsáveis por 100% do biodiesel produzido em 2019.

Os leilões de biodiesel fazem parte panorama do setor desde que o começo. Todo o biodiesel que chegou aos postos nesses anos todos, passou por um deles. Hoje, os pregões são feitos pela Petronect em um modelo onde as usinas definem o volume que querem vender e o preço mínimo que aceitam receber e as distribuidoras escolhem quanto e de quem querem comprar. Havendo disputa, elas vão pagando um ágio sobre o preço inicial da usina.

Há muitos anos, quem definia o volume a ser comprado era a ANP. As usinas que oferecessem o menor preço vendiam e, depois, as distribuidoras tinham que comprar o biodiesel dessas usinas em um releilão. E ainda houve o fator de ajuste logístico (FAL) e muitos outros detalhes que mudaram ao longo desses mais de 15 anos.

Mas uma figura que nunca saiu do meio dos leilões de biodiesel foi a Petrobras.

De saída

Ela sempre esteve intermediando esse comércio e, desde 2012, fornece o sistema eletrônico onde o leilão é realizado. Mas como nada é para sempre, a Petrobras já avisou que quer sair dessa função. E mesmo que não quisesse, ela está vendendo boa parte de suas refinarias, o que vai fazer com que ela, num futuro bem próximo, não seja mais a única fornecedora de diesel do país.

Isso quer dizer que os leilões precisarão mudar de um jeito ou de outro. Mas não é apenas uma mudança nos leilões que está no horizonte do setor. O fim do sistema atual também é uma possibilidade. Para discutir isso, o Ministério de Minas e Energia marcou uma reunião com o agentes do setor na próxima semana.

Ao saber dessa reunião, BiodieselBR.com entrou em contato com as três associações de biodiesel para saber se elas são favoráveis ou não ao fim dos leilões. E as três entidades foram unânimes: todas vão discutir o assunto com seus associados.

Mas como a reunião com o MME é no começo da próxima semana, BiodieselBR.com resolveu sondar diretamente as usinas para medir o que elas pensam. Para isso, entramos em contato com todas as 31 empresas que participaram do último leilão.

Ao todo, essas empresas possuem 42 usinas em todas as regiões do Brasil e são responsáveis por 100% do biodiesel produzido em 2019.

BiodieselBR.com contatou todas elas e não obteve resposta da Amazonbio, Caramuru e PBio. As usinas Aliança, Biopar MT, Bio Vida, Caibiense, Delta e Fiagril fazem parte do Sindibio MT, que mandou uma resposta em nome de todos os associados e que serão consideradas como respostas individuais nos gráficos dessa notícia.

pesquisa leilão 112.02.20 copy copy

pesquisa leilão 212.02.20

Além das usinas, BiodieselBR.com ouviu representantes do Sindicom e Brasilcom – as duas principais representações do setor de distribuição. O Brasilcom esclareceu que está fazendo um questionamento ente seus associados para entender como cada um de seus membros vê os leilões de biodiesel. O Brasilcom deve terminar o levantamento nessa sexta-feira.

Pela continuidade

Entre todas as empresas que responderam apenas a BSBios teve uma posição contrária. Ela foi a única que defendeu o fim dos leilões. Segundo o presidente da empresa, Erasmo Battistella, é preciso evoluir “na forma de comercialização de biodiesel”. Embora se declare favorável ao livre mercado, o empresário gaúcho reconhece sua preocupação com a forma como será feita a transição. “É fundamental que o MME lidere este processo para dar tranquilidade ao mercado e construirmos juntos a melhor solução”, diz.

Todas as demais empresas se manifestaram de forma contrária ao fim dos leilões. Além de dizer sim ou não, algumas delas estenderam suas respostas como podese ser conferido logo abaixo.

BSBios – Sim, quer o fim dos leilões

Erasmo Carlos Battistella
Acredito que os leilões tiveram uma função muito importante para construção do mercado de biodiesel no Brasil, mas o momento é de evoluirmos na forma de comercialização. Acredito no livre mercado, mas minha preocupação é como será a transição e, por isto, será fundamental que o MME lidere este processo de forma construirmos juntos a melhor solução e a dar tranquilidade ao mercado.

3Tentos
Luiz Dumoncel
Neste momento pensamos que a permanência dos leilões é o caminho mais indicado.

Bunge - Não quer o fim dos leilões
Luigi Leonelli
Nossa posição é a favor que os leilões de biodiesel sejam mantidos em seu formato atual que, acreditamos, ser vantajoso comercialmente e contratualmente tanto para as distribuidoras quanto para as refinarias. O foco deveria ser na melhora dos editais e suas respectivas regras e clausulas que as vezes é confuso, deixando brechas para qualquer tipo de interpretação, reduzindo assim a confiança nos leilões. Ou seja, ter o leilão como ferramenta de comercialização é ótimo, porém ficamos todos de “mãos atadas” sem poder nos posicionar individualmente quando percebemos que os editais são facilmente manipulados, acho que este é o downside.

Camera - Não quer o fim dos leilões
Roberto Kist
Não temos opinião formada a respeito dessa questão. Arrisco dizer que o modelo existente, por mais que tenha imperfeições, vem alcançando seu propósito. A priori, somos favoráveis ao aperfeiçoamento contínuo do que existe devido aos potenciais riscos da adoção de um novo modelo.

Cesbra - Não quer o fim dos leilões
Carlos Ney
Particularmente, falando o mercado brasileiro de biodiesel, não o vemos tão maduro a ponto de enfrentar todos os seus desafios sozinhos. Por isso, vemos com extrema preocupação a saída da Petrobras desse papel de reguladora. Algumas questões que nos preocupam são: Que ações nossos concorrentes tomarão para garantir o escoamento de sua capacidade produtiva? Será que as pequenas distribuidoras terão acesso ao produto em condições de preço, qualidade e volume necessários? Como as grandes distribuidoras tratarão as pequenas usinas de biodiesel? Teremos capacidade para competir com as gigantes do setor? E o “fantasma” da inadimplência? Atualmente estamos protegidos pelo guarda-chuva da Petrobras, sem ele muitas usinas terão sérias dificuldades para se manter nesse mercado. Acreditamos que o fim dos leilões deverá acontecer em algum momento, mas preferimos esperar que o mercado amadureça um pouco mais.

Fiagril - Não quer o fim dos leilões
Henrique Mazzardo
A Fiagril atribui ao sistema de leilões um dos grandes motivos do sucesso do PNPB, pois viabilizou a construção de uma cadeia de fornecimento sólida e confiável. Além disso, promoveu a concorrência e garantiu a devida transparência necessária em qualquer programa de governo. Entendemos que, para o atingirmos o B15 e futuros aumentos de mistura, é imprescindível a manutenção do sistema de leilões. Claro que com novas melhorias.

Granol - Não quer o fim dos leilões
Diego Ferrés
Entendemos que os leilões continuam fundamentais para a transparência e controle do mandato na proporção determinada pelo CNPE. Também contribui para diminuir problemas com combustível ilegal; tanto no biodiesel puro quanto na mistura. Facilita o controle da qualidade dos combustíveis e as especificações técnicas da produção do biodiesel sob autorização e fiscalização por parte da ANP.

JBS - Não quer o fim dos leilões
Alexandre Pereira
Somos contra o fim do sistema de leilões. Até hoje eles garantiram transparência, competitividade e segurança ao abastecimento de biodiesel em todo território Nacional.

Oleoplan - Não quer o fim dos leilões
Marcos Boff
Na nossa percepção, a sistemática de leilões deve ser mantida pois traz transparência para o setor. Entre outras coisas ele: explicita a efetivação da mistura obrigatória, confere isonomia no momento da venda onde grandes e pequenas usinas podem competir de igual para igual e viabiliza que os fabricantes operem no sistema tributário de ICMS efetivando os incentivos estaduais à produção.

Olfar - Não quer o fim dos leilões
Mateus Henrique Andrich
Somos a favor da manutenção dos leilões no modelo atual porque ele garante segurança no processo como um todo. Entendemos que alterar o formato neste momento pode até comprometer a evolução do aumento da mistura.

Potencial Biodiesel - Não quer o fim dos leilões
Carlos Eduardo Hammerschmidt
A Potencial se posiciona a favor da permanência dos leilões de biodiesel para manter a isonomia do mercado e o crescimento do setor com qualidade, confiança e credibilidade. A dinâmica existente hoje favorece a logística para as mais de 100 distribuidoras de combustíveis existentes no mercado brasileiro, aumentando o leque de clientes dos produtores.

Potencial Petróleo - Não quer o fim dos leilões
Carlos Eduardo Hammerschmidt
A posição da Potencial Petróleo é a mesma da Potencial Biodiesel, pois com os leilões não corremos risco de ficarmos sem ofertas de produtos em regiões que necessitamos para fechar o fluxo da logístico para o nosso setor de suprimentos.

Prisma
Moisés Garcia Da Rocha
A Prisma é a favor dos leilões porque entendemos que eles trazem clareza de demanda e transparência para o mercado.

Sindicom
Leonardo Zilio
Vemos o processo de revisão do sistema de leilões como natural em razão das vendas das refinarias da Petrobras com consequentemente diminuição em sua participação no mercado de diesel. Discutiremos abertamente esses e outros aspectos relevantes do mercado junto às autoridades e outros setores envolvidos

Unibras
José Wagner dos Santos
Nós somos contra acabar com os leilões porque isso pode significar um prejuízo para o programa.

Miguel Angelo Vedana – BiodieselBR.com

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