Leilões de biodiesel

Fecombustíveis culpa resultado do 26º leilão por aumento no diesel


BiodieselBR.com - 02 jul 2012 - 09:10
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A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) publicou uma nota em seu site oficial informando que o óleo diesel deve ficar mais caro em julho. Em média, o preço deverá subir dois centavos por litro.

Ao contrário do que se poderia imaginar de saída, o aumento não teria relação com a elevação nos preços da gasolina e do óleo diesel anunciada pela Petrobras no último dia 22 de junho – até porque o governo federal procurou contrabalançar o aumento reduzindo a carga tributária dos combustíveis. Segundo a nota da Fecombustíveis, a culpa seria do preço do biodiesel que ficou mais caro no 26º leilão realizado em meados de junho.

A disputa entre as distribuidoras acabou fixando o preço médio do litro do biodiesel em R$ 2,551 para o terceiro trimestre. Segundo dados da ANP, os postos da Região Sudeste estavam cobrando R$ 2,015 pelo litro do óleo diesel.

Em entrevista dada no sábado (30), à Agência Brasil, o presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda Soares, ressaltou que o aumento de 3,4%, concedido na semana passada, para o diesel vendido em suas refinarias, não impactou o consumidor, tendo em vista que o governo federal zerou a alíquota relativa à Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

“Esse repasse médio de dois centavos decorre exclusivamente do aumento do óleo vegetal. No caso, é o biodiesel que é misturado ao diesel convencional. Segundo o atual modelo de comercialização de combustíveis no Brasil, o posto revendedor não pode comprar produto diretamente da refinaria ou das usinas, adquirindo-o exclusivamente das distribuidoras”, disse.

Assim, o preço do diesel, inevitavelmente, acaba vinculado ao valor cobrado pelas distribuidoras. O presidente da Fecombustíveis ressaltou que o mercado é livre e competitivo em todos os segmentos, e que, portanto, caberá a cada distribuidora e posto revendedor decidir se repassa ou não ao consumidor os maiores preços, bem como em qual percentual, de acordo com suas estruturas de custo.

“Nós estamos alertando os consumidores sobre a possibilidade do aumento porque as companhias distribuidoras já nos avisaram que estão comprando esse óleo [biodiesel] mais caro e que teriam que repassar este aumento. É preciso ressaltar, ainda, que as margens de comercialização do óleo diesel são muito pequenas – são as menores dentre todos os derivados. Eu dificilmente acredito que o revendedor consiga absorver o aumento sem repassá-lo ao consumidor final”, disse.

Com informações da Exame

Confira a íntegra do comunicado:

Diesel pode aumentar em julho

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) informa que postos de combustíveis, em todo o Brasil, têm sido comunicados por suas distribuidoras de que haverá elevação média de R$ 0,02 (dois centavos) no preço de custo do litro de diesel, a partir de 1º de julho de 2012.

A alta decorre dos maiores valores praticados para o biodiesel no 26º leilão do produto, realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com o início das entregas previsto para o dia 1º de julho. A elevação, portanto, nada tem a ver com o reajuste no preço do diesel na refinaria, anunciado pela Petrobras na semana passada.

Vale lembrar que, desde janeiro de 2010, todo diesel rodoviário comercializado no Brasil possui 5% de biodiesel, o chamado B5.

Segundo o atual modelo de comercialização de combustíveis no Brasil, o posto revendedor não pode comprar produto diretamente da refinaria ou das usinas, adquirindo-o exclusivamente das distribuidoras. Seus preços, portanto, estão intimamente atrelados aos praticados por estas companhias.

Importante ressaltar que o mercado é livre e competitivo em todos os segmentos, cabendo a cada distribuidora e posto revendedor decidir se irá repassar ou não ao consumidor os maiores preços, bem como em qual percentual, de acordo com suas estruturas de custo. Esta Federação, entretanto, entende ser imprescindível manter a sociedade informada, para que a revenda varejista, face mais visível da cadeia de abastecimento e quem lida diretamente com o consumidor, não seja responsabilizada por alterações no preço ocorridas em outras etapas do mercado e que, muitas vezes, são apenas repassadas pelos postos.

A Fecombustíveis representa os interesses de 39 mil postos de serviços que atuam em todo o território nacional, 376 TRRs e 46 mil revendedores de GLP, além do mercado de lubrificantes.
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