
O biodiesel brasileiro já tem sua nova especificação. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou na edição de hoje do Diário Oficial da União a Resolução 45/2014, substituta da Resolução ANP 14 que havia sido introduzida em maio de 2012 como uma solução para os problemas de qualidade sentidos pelas distribuidoras e revendedoras de combustíveis depois da adoção do B5 em janeiro de 2010.
O biodiesel brasileiro já tem sua nova especificação. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou na edição de hoje do Diário Oficial da União a Resolução 45/2014, substituta da Resolução ANP 14 que havia sido introduzida em maio de 2012 como uma solução para os problemas de qualidade sentidos pelas distribuidoras e revendedoras de combustíveis depois da adoção do B5 em janeiro de 2010.
A mudança nas definições do biodiesel brasileiro vinha sendo discutida desde abril, quando BiodieselBR.com adiantou que a ANP planejava abrir um novo processo de consulta pública o que, efetivamente, aconteceu em junho.
Água
A nova regra veio principalmente para corrigir as dificuldades que a cadeia vinha sentido para atender às exigências relacionadas ao parâmetro Teor de Água.
Antes da Resolução ANP 14, o biodiesel brasileiro poderia conter até 500 partes por milhão (ppm) de água. A regra aprovada em 2012 determinou que esse limite fosse sendo reduzido até atingir 200 ppm a partir de janeiro passado. Segundo um mapeamento das especificações elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o biodiesel brasileiro passou a ser o mais seco do mundo.
Tanto os fabricantes quanto as distribuidoras reclamavam da dificuldade em manter o biocombustível acabado dentro da especificação. Por ser higroscópico, o biodiesel absorve umidade do ar e, em pouco tempo acaba indo para fora da especificação.
Desde a publicação da minuta de nova especificação já estava claro que a agência tendia a acatar o pedido dos distribuidores adotando uma margem de 150 ppm. O alivio apenas para um dos elos da cadeia desagradou os fabricantes que também pleiteavam uma margem. No começo de julho a Superintendência de Biocombustíveis e Qualidade de Produtos (SBQ) publicou Nota Técnica 41 na qual dá razão aos fabricantes.
Em seu formato final, a especificação sobre Teor de Água ficou em 200 ppm, mas adota uma margem de tolerância de 50 ppm para os fabricantes e de 150 ppm para as distribuidoras. Na prática isso coloca o teto desse parâmetro em 350 ppm para as distribuidoras e 250 ppm para as usinas.
Outras mudanças
Além da mudança no teor de água. A mudança mais notável na especificação é o aumento da estabilidade oxidativa das atuais 6h para 8h a partir de novembro de 2014 – quando a mistura obrigatória de biodiesel no óleo diesel consumido no país deverá aumentar de 6% para 7%.
Problemas na categoria “Aspecto” também deixam de ser considerados motivo para que uma distribuidora se recurse a receber um carregamento de biodiesel. A partir de agora, volumes de biodiesel que não tenham o aspecto límpido e isento de impurezas deverão ser testados para teor de água e limite de impurezas; eles só serão considerados não conformes caso venham a apresentar problemas em pelo menos um desses dois parâmetros.
O parâmetro “Resíduo de Carbono” foi eliminado e os testes de “Corrosividade ao Cobre” passam a ser trimestrais. O limite máximo de “Monoalcilglicerol” foi reduzido de 0,8% para 0,7% na massa do biodiesel,
Essa já é a quinta especificação do biodiesel brasileiro em 11 anos.
Clique aqui para acessar o arquivo com a nova especificação
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
O biodiesel brasileiro já tem sua nova especificação. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou na edição de hoje do Diário Oficial da União a Resolução 45/2014, substituta da Resolução ANP 14 que havia sido introduzida em maio de 2012 como uma solução para os problemas de qualidade sentidos pelas distribuidoras e revendedoras de combustíveis depois da adoção do B5 em janeiro de 2010.
A mudança nas definições do biodiesel brasileiro vinha sendo discutida desde abril, quando BiodieselBR.com adiantou que a ANP planejava abrir um novo processo de consulta pública o que, efetivamente, aconteceu em junho.
Água
A nova regra veio principalmente para corrigir as dificuldades que a cadeia vinha sentido para atender às exigências relacionadas ao parâmetro Teor de Água.
Antes da Resolução ANP 14, o biodiesel brasileiro poderia conter até 500 partes por milhão (ppm) de água. A regra aprovada em 2012 determinou que esse limite fosse sendo reduzido até atingir 200 ppm a partir de janeiro passado. Segundo um mapeamento das especificações elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o biodiesel brasileiro passou a ser o mais seco do mundo.
Tanto os fabricantes quanto as distribuidoras reclamavam da dificuldade em manter o biocombustível acabado dentro da especificação. Por ser higroscópico, o biodiesel absorve umidade do ar e, em pouco tempo acaba indo para fora da especificação.
Desde a publicação da minuta de nova especificação já estava claro que a agência tendia a acatar o pedido dos distribuidores adotando uma margem de 150 ppm. O alivio apenas para um dos elos da cadeia desagradou os fabricantes que também pleiteavam uma margem. No começo de julho a Superintendência de Biocombustíveis e Qualidade de Produtos (SBQ) publicou Nota Técnica 41 na qual dá razão aos fabricantes.
Em seu formato final, a especificação sobre Teor de Água ficou em 200 ppm, mas adota uma margem de tolerância de 50 ppm para os fabricantes e de 150 ppm para as distribuidoras. Na prática isso coloca o teto desse parâmetro em 350 ppm para as distribuidoras e 250 ppm para as usinas.
Outras mudanças
Além da mudança no teor de água. A mudança mais notável na especificação é o aumento da estabilidade oxidativa das atuais 6h para 8h a partir de novembro de 2014 – quando a mistura obrigatória de biodiesel no óleo diesel consumido no país deverá aumentar de 6% para 7%.
Problemas na categoria “Aspecto” também deixam de ser considerados motivo para que uma distribuidora se recurse a receber um carregamento de biodiesel. A partir de agora, volumes de biodiesel que não tenham o aspecto límpido e isento de impurezas deverão ser testados para teor de água e limite de impurezas; eles só serão considerados não conformes caso venham a apresentar problemas em pelo menos um desses dois parâmetros.
O parâmetro “Resíduo de Carbono” foi eliminado e os testes de “Corrosividade ao Cobre” passam a ser trimestrais. O limite máximo de “Monoalcilglicerol” foi reduzido de 0,8% para 0,7% na massa do biodiesel,
Essa já é a quinta especificação do biodiesel brasileiro em 11 anos.
Clique aqui para acessar o arquivo com a nova especificação
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com