Notícias

Petróleo tem preço mais alto em 13 meses; Petrobras perde onda


Monitor do Mercado - 17 fev 2021 - 09:13

Os preços do petróleo atingiram o nível mais alto em 13 meses, nesta segunda-feira (15). As ações da Petrobras, no entanto, não acompanharam o movimento.

O petróleo Brent subiu 1,3%, a U$ 63,25 por volta das 10:45 (horário de Brasília), após subir para U$ 63,76, a maior desde 22 de janeiro de 2020. Os contratos futuros do petróleo dos EUA (WTI) ganhavam 1,8% no mesmo horário, para 60,54 o barril.

O contrato atingiu o valor mais alto desde 8 de janeiro do ano passado, de US$ 60,95, no início da sessão e o principal motivo dessa alta é a vacina contra o coronavírus que promete reavivar a demanda e os produtores da commodity mantêm o fornecimento controlado.

Os preços do petróleo subiram cerca de 5% na semana passada, o que fez a cabeça dos investidores da Petrobras girar, uma vez que as ações da estatal não acompanharam essa subida.

O descolamento entre o preço dos papéis e da commodity se deu justamente porque investidores estão enxergando com maus olhos o distanciamento entre o preço dos combustíveis vendidos pela empresa e o do barril de petróleo.

20210217 PrecoPetroleoPetrobras GRAFICO

O ruído começou ali no dia 5, quando notícias falaram sobre uma mudança na política de definição de preços de combustível, em meio a uma ameaça de greve de caminhoneiros.

A Petrobras foi a público explicar que não houve mudança na política comercial. O que aconteceu foi que em junho de 2020, a companhia alterou de trimestral para anual “o período de aferição da aderência entre o preço realizado e o preço internacional”. Ou seja: só se vai avaliar se realmente estão cobrando os valores certos a cada 12 meses.

Mas isso, afirma a nota divulgada pela empresa, “não se constitui em rompimento com nosso inarredável compromisso com o alinhamento de nossos preços no Brasil aos preços internacionais”.