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Estudo comprova que biodiesel é menos tóxico do que o diesel comum

Uma nova pesquisa desenvolvida em conjunto pela PUC-Rio e pela Universidade de Porto Rico mediu a toxidade do o biodiesel para as células do pulmão.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Que o biodiesel causa menos malefícios para a saúde do que sua contraparte fóssil é coisa pouco controversa. Mas uma nova pesquisa desenvolvida em conjunto pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pela Universidade de Porto Rico demonstrou que o biodiesel pode ser ainda mais seguro do que se suporia para a saúde das células do pulmão.

Que o biodiesel causa menos malefícios para a saúde do que sua contraparte fóssil é coisa pouco controversa. Mas uma nova pesquisa desenvolvida em conjunto pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pela Universidade de Porto Rico demonstrou que o biodiesel pode ser ainda mais seguro do que se suporia para a saúde das células do pulmão.

Os resultados do estudo serão publicados no volume 34 no periódico Toxicologia in Vitro.

Para determinar a toxidade do biodiesel e compará-la com a de outros combustíveis, os pesquisadores responsáveis pelos estudos expuseram culturas de células pulmonares aos gases emitidos pela queima de quatro tipos diferentes combustíveis: diesel comum (B5); biodiesel puro feito a partir de óleo de soja; biodiesel puro de óleo de soja aditivado e etanol.

Depois de um período de exposição, os cientistas contaram quantas das células de cada cultura sobreviveu ao experimento para determinar o grau de toxidade de cada combustível testado. Além disso eles mediram a quantidade de citocinas – proteínas secretadas durante processos inflamatórios – presentes no tecido que podem ser usadas como um indicador do nível de estresse ao qual as células estiveram submetidas.

Esses resultados reforçam a noção de que o biodiesel poderia ser uma ferramenta importante para melhorar a qualidade do ar nas cidades brasileiras com ganhas consideráveis para a saúde pública. “O biodiesel de soja que está sendo usado no Brasil não exibe efeitos adversos nas células pulmonares humanas nem induz à respostas inflamatórias”, diz o estudo.

Segundo a professora do curso de química da PUC-Rio que é uma das coautoras do estudo, Adriana Gioda, essa foi a primeira demonstração de que o biodiesel de soja não produz nenhuma reação significativa nos tecidos pulmonares. “São boas notícias”, entusiasma-se alertando, no entanto, que esses resultados foram obtidos em condições muito controladas que precisam de confirmação em testes complementares realizados em organismos vivos. “Esses resultados deveriam incentivar maiores investimentos no estudo dos efeitos do biodiesel sobre a saúde para que possamos usar essa fonte de energia de formas mais responsáveis”, complementa.

Um estudo realizado no ano passado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade estimou que a adoção do B20 poderia gerar economia de R$ 1,6 bilhão em despesas evitadas com o sistema de saúde apenas na Grande São Paulo

Um resumo do estudo “Biodiesel from soybeam promotes cell proliferation in vitro” pode ser acessado clicando aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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