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Soja reduz peso como vetor de desmatamento no cerrado

Apesar da redução, 617,5 mil de vegetação nativa foram convertidos para o plantio de soja entre as safras 2013/14 e 2020/21

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Embora continue sendo um vetor relevante de desmatamento – especialmente na região do Matopiba –, menos áreas de cerrado nativo têm sido convertidas para o plantio de soja. É o que sinaliza um relatório que faz um balanço da expansão da oleaginosa pelo bioma ao longo das últimas duas décadas. Divulgado nesta terça-feira (14) o estudo foi elaborado pela Agrosatélite com patrocínio da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Na safra 2020/21, a soja ocupou aproximadamente 10% a área original do cerrado brasileiro – o bioma se estendia por 204 milhões de hectares. São aproximadamente 20 milhões de hectares espalhados por 12 unidades da federação que representam um pouco mais da metade dos plantios da oleaginosa no Brasil.

No começo do milênio – safra 2000/01 – a área ocupada pela oleaginosa era de 7,5 milhões de hectares. Dos 12,5 milhões de hectares que a soja avançou ao longo dessas duas décadas, 4,19 milhões de hectares estão diretamente sobre áreas de desmatamento. Isso representa 14,4% dos 29,1 milhões de hectares de vegetação nativa que o cerrado perdeu de 2001 para cá.

Pressão menor

Apesar desse histórico pouco virtuoso, os sojicultores vêm tendo sucesso em reduzir sua participação na conversão de áreas nativas.

Embora continue sendo um vetor relevante de desmatamento – especialmente na região do Matopiba –, menos áreas de cerrado nativo têm sido convertidas para o plantio de soja. É o que sinaliza um relatório que faz um balanço da expansão da oleaginosa pelo bioma ao longo das últimas duas décadas. Divulgado nesta terça-feira (14) o estudo foi elaborado pela Agrosatélite com patrocínio da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Na safra 2020/21, a soja ocupou aproximadamente 10% a área original do cerrado brasileiro – o bioma se estendia por 204 milhões de hectares. São aproximadamente 20 milhões de hectares espalhados por 12 unidades da federação que representam um pouco mais da metade dos plantios da oleaginosa no Brasil.

No começo do milênio – safra 2000/01 – a área ocupada pela oleaginosa era de 7,5 milhões de hectares. Dos 12,5 milhões de hectares que a soja avançou ao longo dessas duas décadas, 4,19 milhões de hectares estão diretamente sobre áreas de desmatamento. Isso representa 14,4% dos 29,1 milhões de hectares de vegetação nativa que o cerrado perdeu de 2001 para cá.

Pressão menor

Apesar desse histórico pouco virtuoso, os sojicultores vêm tendo sucesso em reduzir sua participação na conversão de áreas nativas.

No período entre a safra 2020/21 até a safra 2006/07, aproximadamente 12,8% das terras ocupadas por lavouras de soja eram de abertura recente. Esse percentual caiu para 8,6% no período entre 2006/07 até 2013/14 e, agora, foi para 3,1%. Neste último período cerca de 617,5 mil hectares de matas viraram lavouras de soja.

A expansão da soja no cerrado tem sido alimentada principalmente pela conversão de áreas que antes eram ocupadas por outras atividades agropecuárias. Nas últimas oito temporadas agrícolas, cerca de 2,7 milhões de hectares de terras que estavam em pousio passaram para a soja. Lavouras anuais de milho, algodão e cana perderam 1,8 milhão de hectares e mais 1,7 milhão de hectares vieram da conversão de pastagens.

A perda direta de áreas ocupadas por vegetação primária para a soja ficou em 617,5 mil hectares. Tudo somado. A soja aumentou 4,4 milhões de hectares de entre 2013 e 2021.

Segundo o gerente de sustentabilidade da Abiove, Bernardo Pires, a queda abrupta no desmatamento motivado pela soja é estrutural. “É economicamente mais vantajoso para o produtor de soja ocupar uma área degradada de pecuária do que abrir novas terras no cerrado”, comenta

Matopiba

O desmatamento motivado pela abertura de novas terras para o plantio de soja segue sendo um problema particularmente sério na região do Matopiba – sigla de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – que, hoje, é a principal fronteiras de expansão do cultivo da oleaginosa no Brasil.

Nesses quatro estados, o desmatamento foi a origem de mais de 10% de novas terras ocupadas pela soja no período 2013/14 a 2020/21. A conversão de matas em áreas de produção chegou a 497 mil hectares – mais de 80% do total – no período. Segundo Bernardo, a pressão no Matopiba também ficou menor. Nos primeiros sete anos do período analisado mais de 39,5% das novas áreas de soja vinham diretamente do desmatamento.

Nos demais estados que contam um estoque maior de áreas já consolidadas, a abertura de áreas de mata para a soja respondeu por menos de 1% do avanço da cultura durante as temporadas analisadas. No total foram 120,6 mil hectares.

A íntegra do relatório publicado pela Abiove pode ser acessada clicando aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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