Natureza

Rio+20: 'Biocombustíveis estão no centro das atenções', afirma embaixador


Bom Dia Brasil - 19 mar 2012 - 09:04

Em junho, chefes de estado e de governo estarão reunidos no Rio para responder a uma pergunta: como o mundo irá se desenvolver daqui pra frente preservando cada vez mais o meio ambiente? É a Rio+20.

O Rio de Janeiro está prestes a receber grandes eventos internacionais entre eles a Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas de 2016. Mas o primeiro é a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável: Rio+20. Por isso, o Bom Dia Brasil conversou com o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado - secretário executivo da comissão brasileira da Rio+20.

Bom Dia Brasil: O que o Brasil tem de concreto para mostrar 20 anos depois da Rio-92?
Luiz Alberto Figueiredo Machado: Os biocombustíveis estão no centro das nossas atenções. E claro, por que não? Vamos sim desenvolver um trabalho de convencimento da importância de o mundo adotar uma matriz energética mais limpa.

Faltam 96 dias para o evento. Mais uma vez o mundo se reúne para pensar a vida no planeta daqui pra frente. O embaixador acredita que, da conferência, saião medidas concretas para o desenvolvimento sustentável, como o estímulo à economia verde e uma resposta para as crises de alimentos e energia.

"A idéia é que tenhamos metas em várias áreas com prazos portanto e metas para cobrir as diversas áreas, por exemplo, energia, água mas também combate à pobreza. Áreas que estão na mente de todos nós porque fazem parte do dia a dia de todos nós", afirmou Luz Alberto.

Há 20 anos, o Rio de Janeiro sediou a conferência das Nações Unidas sobre o ambiente e o desenvolvimento, que reuniu mais de 100 chefes de estado. Era a Eco-92. Na época, foi criada a Agenda 21, assinada por 179 países, com o compromisso de unir desenvolvimento, conservação e meio ambiente. Para a Rio+20, 80 chefes de estado confirmaram presença. A do presidente americano Barack Obama ainda é incerta, por causa das eleições por lá. A conferência terá na agenda oficial um espaço dedicado à sociedade civil. A intenção é fazer com que as sugestões cheguem diretamente á alta cúpula.

"O governo brasileiro está criando uma ponte para que a voz da sociedade civil finalmente seja ouvida na conferência. Ela terá, não tenho dúvidas, um legado muito forte tanto para governos, não só federal mas governos locais, como empresa e para a sociedade. e isso é o que nós esperamos”, completou Luiz Alberto.

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