Pesquisadores brasileiros propõem método para controlar Iluc dos biocombustíveis
Um grupo de pesquisadores brasileiros publicou um artigo científico no qual apresenta uma nova metodologia para calcular os riscos de que a produção de biocombustíveis resulte em Mudanças Indiretas no Uso da Terra (ILUC, na sigla em inglês). O conceito – ainda controverso dentro da comunidade científica – tem afetado a percepção sobre a efetividade dos biocombustíveis como ferramenta para a transição energética.
Por exigir áreas extensas para a produção de matérias-primas, os biocombustíveis têm sido acusados de incentivar a expansão das fronteiras agrícolas sobre áreas cobertas de florestas nativas. Quando isso acontece, no entanto, a maior parte do carbono que se encontra incorporado na vegetação dessas áreas acaba chegando à atmosfera, o que anula um dos principais benefícios ambientais esperados de trocar combustíveis fósseis por biocombustíveis.
Essas mudanças diretas no uso da terra (DLUC) têm sido enfrentadas adotando-se regras que bloqueiam o uso de biocombustíveis produzidos a partir de biomassa plantada em áreas de desmatamento recente e mecanismos de rastreabilidade.