Cidades

Passo Fundo avança em projeto para utilizar B100 no transporte público


Diário da Manhã - 06 jun 2012 - 09:31
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O projeto Linha Verde de Curitiba agrega qualidade e pode agregar também, no sistema de transporte, práticas ambientalmente corretas. Isso porque o projeto, que é inovador, passou a utilizar no transporte público de passageiros o biodiesel puro, o chamado B100.

Agora, a capital paranaense lançará na Rio+ 20 o ônibus hibrido. O diretor presidente da BSBIOS, Erasmo Carlos Battistella, explica que é um ônibus que usa biodiesel puro, mas ele gera energia elétrica no momento em que está andando no seu sistema de frenagem e com isso, ele diminui o consumo de combustível, no caso de biodiesel, fazendo mais quilometragem por litro. Assim, ele tem redução na emissão de gases de efeito estufa ainda melhor do que o ônibus de biodiesel puro que não é o hibrido, podendo chegar a 92% de redução na emissão de gases de feito estufa.

Em Passo Fundo, o prefeito Airton Dipp anunciou que a prefeitura, através das Codepas, estará instalando uma Linha Verde que fará o transporte da população até a Universidade de Passo Fundo. Battistella diz nos próximos dias irá juntamente com representante da Codepas e com a empresa de transporte público de Porto Alegre que também pretende implantar o sistema, visitara a fábrica que faz o novo modelo de ônibus, com objetivo que elas possam fazer a aquisição dos ônibus para iniciar a utilização do biodiesel no transporte público de Passo Fundo, contribuindo com a preservação ambiental e diminuindo em muito, a emissão de gases de emissão de efeito estufa.

Battistella destaca que entre as vantagens do uso do biodiesel como combustível do transporte público está que ele é um combustível renovável, é fabricado e produzido no interior do Brasil e sua origem é de uma matéria-prima produzida no interior do Brasil. “No nosso caso, em Passo Fundo, a nossa empresa produz combustível em Passo Fundo de uma matéria-prima produzida na região. Um benefício direto para a agricultura da região e do Brasil. Uma segunda vantagem e importante é que por se tratar de combustível renovável, não tem uma fonte finita, e também agride menos o meio ambiente, porque por isso polui menos e quando utilizado nesse sistema de transporte público aliado ao ônibus hibrido há um ganho de eficiência e otimiza o seu poder de poluir menos”, conclui.