Segundo dados da ANP, a participação do óleo de soja no mix de matérias-primas da indústria de biodiesel se contraiu pelo segundo mês.
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Depois de passar de três meses acima da marca dos 80%, a participação do óleo de soja no mix de matérias-primas da indústria de biodiesel se contraiu pelo segundo mês consecutivo, segundo dados apresentados pela ANP.
Depois de passar de três meses acima da marca dos 80%, a participação do óleo de soja no mix de matérias-primas da indústria de biodiesel se contraiu pelo segundo mês consecutivo. Segundo dados apresentados pela ANP, a soja ficou com 72,2% do mercado em setembro, a menor marca desde outubro do ano passado.
Considerando o volume fabricado no mês, a produção de biodiesel absorveu 236,8 milhões de litros – o equivalente ao esmagamento de 1,13 milhão de toneladas do grão.
No acumulado do ano, 2,23 bilhões de litros de biodiesel foram fabricados a partir dessa matéria-prima – 77,7% do total fabricado – o que exigiu o esmagamento de 10,7 milhões de toneladas de soja em grão.
Aumento
Tipicamente, a queda na soja corresponde a aumentos na participação do sebo bovino e do óleo de caroço de algodão. Dessa vez não foi diferente.
Em agosto, o sebo bovino avançou seu share de 18,4% para 22%. Com isso, em setembro, o consumo do biodiesel de sebo registrou seu melhor resultado mensal no ano com 72,3 milhões de litros fabricados e totalizando 536,8 ao longo de 2015.
No mesmo mês, o sebo voltou a dominar o mercado do Sudeste com 55% de participação. Desde março isso não acontecia.
Já o caroço de algodão está se consolidando novamente como a terceira matéria-prima mais relevante para o segmento, com 3,9% do mercado ou 12,7 milhões de litros.
Dessa forma, o algodão descolou da categoria “outros” e se isolou na 3ª posição do ranking com 1,5% do mercado total para este ano.
Além dessas, a única outra variação mais notável no ranking aconteceu no óleo de cozinha usado, que subiu de 0,2% para praticamente 0,5% de acordo com os dados da ANP.