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Participação da soja encolhe, sebo e algodão crescem em outubro

MPOut14 1_151214A ANP publicou o novo Boletim Mensal do Biodiesel na qual mostra que o consumo de óleo de soja pelas usinas está em queda enquanto o sebo e o algodão cresceram.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Divulgado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o novo Boletim Mensal do Biodiesel mostra que, entre setembro e outubro, o perfil das matérias-primas usadas pela indústria de biodiesel permaneceu praticamente inalterado. Com o óleo de soja perdendo um pouco de sua participação enquanto o sebo e o algodão ganharam. A mudança não chega a ser são surpreendente uma vez que o óleo de soja passa pelo período mais crítico da entressafra.

Grafico MP_out14_151214
Divulgado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o novo Boletim Mensal do Biodiesel mostra que, entre setembro e outubro, o perfil das matérias-primas usadas pela indústria de biodiesel permaneceu praticamente inalterado. Com o óleo de soja perdendo um pouco de sua participação enquanto o sebo e o algodão ganharam. A mudança não chega a ser são surpreendente uma vez que o óleo de soja passa pelo período mais crítico da entressafra. 

Em outubro, a queda na utilização da principal matéria-prima consumida pelo setor brasileiro de biodiesel foi de 1,7 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Esse foi o quarto mês seguido de queda na participação do óleo de soja.

Ao todo, em outubro, foram produzidos 223,4 milhões de litros de biodiesel a partir do óleo de soja – contra 225,2 milhões de litros fabricados em setembro.  Para tanto, foram esmagadas 1,07 milhão de toneladas da oleaginosa em grão. 

Até agora, 2,05 bilhões de litros de óleo de soja já foram consumidos pela indústria de biodiesel o que representa 74,9% da produção nacional em dez meses.

Crescente
Na direção inversa, seguem o sebo bovino e o óleo de algodão, que tiveram suas participações no mix de matérias-primas do biodiesel ampliadas.

O uso da gordura animal pela indústria de biodiesel avançou em outubro. No período, foram fabricados pouco menos de 67,1 milhões de litros de biodiesel com o principal resíduo da indústria frigorífica – 5,1 milhões de litros a mais que em setembro. Destaque para o Sudeste, onde o sebo bovino correspondeu a quase 50% do total de matérias-primas usadas pelas usinas da região.  

Já em relação ao óleo de algodão a alta computada no intervalo entre meses tem sido relativamente mais robusta. Depois de uma baixa importante em sua participação no mix de matérias primas da indústria – nesse período ele chegou a perder sua tradicional terceira colocação para o óleo de cozinha usado e para a gordura de frango –, o caroço de algodão vem recuperando sua a participação desde junho. 

Em outubro, 4,3% do biodiesel fabricado no Brasil foi feito com óleo de algodão. São cerca de 13,4 milhões de litros de biodiesel contra 12,3 milhões do mês anterior. No ano 59,6 milhões de litros já viraram biodiesel.

A utilização do óleo de algodão foi especialmente impulsionada por produtores de biodiesel do Nordeste, onde sua aplicação no período correspondeu a 22,3% do total de matérias-primas usadas pela indústria local. 

O boletim da ANP também registra o uso do óleo de algodão por usinas do Sudeste e Centro-Oeste, com aplicações equivalentes a, respectivamente, 5,39% e 4,66% do total de matérias-primas utilizadas.

Reciclagem
Além do sebo e do óleo de algodão, outra matéria-prima cuja presença é constante no mix elevou sua participação em outubro: o óleo de fritura.

Assim como ocorreu em setembro, a matéria-prima registrou em outubro uma contribuição acima da casa do 1%, sendo fabricados a partir dela cerca de 3,4 milhões de litros de biodiesel – 360 mil litros a mais que no mês anterior.

Cátia Franco – BiodieselBR.com  

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