Participação da soja no biodiesel ficou abaixo dos 70% em janeiro
A participação da soja no mix de matérias-primas do biodiesel brasileiro continua em baixa e teve a menor percentagem desde junho de 2008.
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A participação da soja no mix de matérias-primas do biodiesel brasileiro continua em baixa e teve a menor percentagem desde junho de 2008.
A participação da soja no mix de matérias-primas do biodiesel brasileiro começou o ano de 2013 em baixa. Os dados, divulgados na semana passada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), mostram que, em janeiro, a oleaginosa representou 67,09% da produção do biocombustível no país. Uma marca abaixo dos 70% não era registrada desde junho de 2008.
Em relação ao mesmo mês do ano passado, a parcipação da soja recuou 7 pontos percentuais. Em janeiro de 2012, a participação foi de 74,5% da matéria-prima usada pela indústria brasileira do biodiesel.
A soja está perdendo participação na indústria do biodiesel desde maio passado, chegando aos 70,5% em dezembro. O espaço deixado pela soja tem sido ocupado principalmente pelo sebo bovino, que em janeiro de 2013 alcançou 21,92% – o maior número desde 2009 – e pelo óleo de algodão, que participou da produção de 4,63% do biodiesel.
Diversificação Apesar da pouca diversificação de matérias-primas na produção, a novidade do boletim da ANP aparece no crescimento do uso de outras fontes no primeiro mês do ano. O óleo de fritura passou de 0,99% em dezembro para 1,03% em janeiro, a gordura de porco dobrou sua participação indo de 0,55% para 1,1% e o dendê cresceu de 0,22% para 1,39%.
A ampliação do óleo de palma, especificamente, se deve ao aumento de seu uso na Região Nordeste, onde essa matéria-prima saltou de de 1,76% para surpreendentes 9,99% em apenas um mês. A partir da análise dos dados dos próximos meses será possível identificar se esse desenvolvimento é pontual ou se mostra uma tendência da diversificação de matérias-primas em detrimento da soja.